28 de abril de 2019
Centenário de Jorge de Sena
No 25 de Abril, e no ano de seu centenário, foi apresentado o site com eventos que marcam os cem anos de Jorge de Sena, o escritor prodigioso.
7 de março de 2019
DINOSSÁURIA
Olá, eu sou o Tino, um dinossauro que, como todos
os outros, vive na Dinossáuria, o atual planeta dos dinossauros. Agora deves estar a perguntar-te: “Os dinossauros
não estavam extintos? Não houve um meteorito que acabou com eles?” Sim, na
parte do meteorito acertaste, porém, há alguns mistérios que vocês, humanos,
ainda não conseguiram explicar.
Há muitos milhões de anos, mais precisamente há 65
milhões, estava eu na cidade de Olauros, numa reunião super importante da AMED
(Associação Mundial Espacial dos Dinossauros), onde, com a ajuda dos meus
colegas, iria decidir o destino do mundo, quanto ao famoso meteorito que ia
fazer com que fôssemos extintos.
Eu sei que já nos imaginaste de inúmeras formas: a
viver do que a natureza nos dava, não sabendo sequer o que é um telefone, mas
estás muito enganado! Podes pensar que não, mas naquele tempo já conhecíamos
toda a tecnologia que vocês conhecem, ou ainda mais…
As nossas casas não eram como a tua, com telhado,
paredes, porta e janelas. Eram casas que se adaptavam aos dinossauros que lá
morassem. Imagina que eu sou um pequeno velociraptor e quero convidar um amigo
para beber chá em minha casa. Há um problema: o meu amigo é um grande tiranossauro
rex, logo, não cabe na minha casa. Foi então que o famoso Albert Dinostein, um
dino-cientista daquela época, inventou uma forma de resolver tudo: pegou numa
casa, concentrando a massa, a dividir pelo seu número de dentes, multiplicando
por 243 e adicionando geleia, acertou o volume, de modo a que ela se adaptasse ao
tamanho do dinossauro que estivesse lá dentro.
Isto
é genial, eu sei. Só para saberes, Albert Dinostein foi de facto um génio, e
ainda é, pois graças a uma poção que inventou é imortal. Passo a explicar. À
beira da morte, Dinostein tentava encontrar uma maneira de viver mais tempo e,
no meio de tantas experiências, encontrou o ingrediente que fez com que vivesse
muitos e muitos mais anos: cinzas de vulcão. Pode parecer um pouco bizarro, mas
funciona! Inclusive eu próprio tomei
aquela poção, ou não estaria hoje aqui para vos contar a história.
Se pensas que não havia carros, também estás
enganado! Eram carros como os vossos (um pouco maiores), porém não andavam a
gasóleo. Os nossos carros moviam-se a energia estelar, o que era muito bom, uma
vez que não gastávamos um balúrdio nas bombas de gasolina. E, antes que
perguntes, sim, as estrelas que vês todas as noites no céu são nada mais nada
menos que uma invenção de Daac Dewton. Cada estrela era o combustível de um carro.
Só para ficares completamente esclarecido, o Sol é uma estrela também criada por
Dewton, mas como foi a primeira, saiu defeituosa e ficou muito perto de nós, o
que acabou com a vida dos nossos amigos mercurianos, antigos habitantes de
Mercúrio.
E, se já estás impressionado, ainda há mais! Como
deves saber, na altura em que estávamos aí na Terra, havia uma grande
quantidade de vulcões em actividade, que, ao libertar cinzas, causavam alergia
aos olhos, obrigando-nos a andar sempre de óculos de sol. Dinostóteles aproveitou o facto
de todos usarmos óculos e inventou os “teledinóculos”, uma espécie de telemóvel,
mas, como o próprio nome indica, era um telemóvel nos óculos. A coincidência é
tanta, que até tínhamos a “Diri”, uma assistente pessoal parecida com a “Siri”
dos vossos iPhones. Mas chega de empatar. Já falei tanto que me esqueci de que
tu só queres saber como fui parar à Dinossáuria.
Como mencionei no início, estávamos numa reunião da
AMED, a tentar decidir o futuro do planeta Terra, até que chegámos a uma
conclusão: como a Terra é redonda, ao chocar contra ela, o meteorito iria
explodir e nós morreríamos. Não havia nada a fazer, então eu, como secretário-geral
da AMED, mandei uma mensagem para os teledinóculos de todos os dinossauros do
planeta, dizendo:
“Alerta vermelho! Estamos todos em PERIGO. Em breve
um meteorito vai chocar com o nosso planeta e poderemos todos MORRER. Mas fiquem
tranquilos, não há nada a temer. Só vos peço uma coisa: façam o que fizerem,
NÃO ENTREM EM PÂNICO.
Atenciosamente,
Sr. Dr. Tino Dino”
Dá para ver que esta não foi, nem de longe, a
melhor mensagem que mandei, mas não me arrependo de nada (já vais perceber porquê).
Graças à forma direta como mandei a mensagem, entraram todos em pânico, com
medo de morrer. Na rua só se via tudo a correr de um lado para o outro, de trás
para a frente, de frente para trás. Ouviam-se gritos de dinossauros aterrorizados
com o que ia acontecer. Enquanto isso, nós, AMED, vigiávamos o meteorito,
que cada vez se aproximava mais. Estávamos completamente às escuras, sem saber
o que fazer, e receando morrer todos… ou não. Só nos restava esperar.
A certa altura, começou a ouvir-se um barulho que
parecia as acendalhas dos nossos dinofornos, quando estoiravam. Era a hora. Daí
a alguns minutos, íamos todos morrer. Começou a avistar-se uma bola de fogo
vermelha, laranja, amarela…, de todas as cores ao mesmo tempo e, no momento em
que o meteorito chocou, fomos pelos ares. Nesta altura deves estar um pouco confuso, não é?
Se fomos pelos ares, morremos, certo? Não, quando disse “pelos ares”, foi
literalmente pelos ares, ou seja, começámos a pairar no espaço. Lembras-te de
eu te falar dos dinossauros entrarem em pânico? Pois é, o pânico foi tal, que,
de uma forma científica que ainda hoje não consigo explicar, a Terra
transfigurou-se. Sim, foi mesmo o que acabaste de ouvir. Quando o meteorito
chocou com a Terra, esta, tornada plana, permitiu que nós sobrevivêssemos, o que
em vez de acabar connosco, nos pôs a voar pelo espaço.
Estivemos assim durante dias, e, pode parecer
estranho, mas sobrevivemos sem precisar de oxigénio. Mais outra coisa
intrigante que eu não consigo explicar, flutuámos como se não houvesse amanhã,
mas uma coisa era certa: era lindo! O único barulho que se conseguia ouvir era
o dos asteróides que, todos alinhados, como se estivessem numa excursão, faziam
um barulho que parecia o som de um mamute a barrir. De lá víamos a Terra, assim
como todos os outros planetas, e o Sol, que até nem tinha sido um erro muito mau
de Daac Dewton. A certo momento, vimo-nos em cima de chão firme,
mas não era a Terra. Era um lugar diferente, o oposto da Terra. Pisávamos o céu
e avistávamos no horizonte a terra e o mar. Aqui é que podemos literalmente
dizer que andamos nas nuvens! Gostámos todos daquele lugar, tornámo-lo num lar
e demos-lhe o nome de Dinossáuria, que significa cidade dos dinossauros.
Ao longo de milhares de anos, fizemos evoluir a nossa
tecnologia, até que, há 650 mil anos, arranjámos uma maneira de, através de um
dinossatélite, vigiar a Terra que, não sei porquê, se tinha tornado outra vez
redonda. Passaram 300 mil anos, e até esse momento não vimos
vida na Terra. Um dia, ficámos espantados quando vimos pela primeira vez um
homem e uma mulher que tiveram um filho. Desde então, começámos a prestar mais
atenção à Terra. Há uns 20 mil anos, avistámos um meteorito que ia em direção à
Terra. Nessa altura, como é óbvio, vocês humanos não tinham o mínimo
conhecimento da tecnologia, então tivemos de agir. Construímos uma máquina que
foi programada para que quando o meteorito estivesse quase a abater a Terra, se
destruir em bocados muito pequenos, ficando os humanos sãos e salvos. A partir desse
dia, cada vez que um meteorito está quase a colidir com a Terra, ligamos a máquina e
salvamo-vos.
Agora já sabes, se vires nas notícias que um
meteorito vai embater na Terra, ou se te mandarem uma mensagem tão maluca como a
que eu mandei há alguns milhões de anos aos outros dinossauros, não te
preocupes que nós tratamos do assunto!
22 de fevereiro de 2019
A VISITA DE ESTUDO DO 12º A
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
E OCEANÁRIO
No contexto das disciplinas de Biologia e Matemática A,
a nossa turma realizou, no passado dia 5 de fevereiro, uma visita de estudo a
Lisboa, mais precisamente à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Oceanário.
O primeiro local visitado foi Fundação Calouste
Gulbenkian, onde Simão Palmeirim, um dos dois estudiosos e especialistas do
painel “Começar”, da autoria do célebre Almada Negreiros, nos deu a magnífica
oportunidade de conhecer pormenorizadamente a obra. O painel, de grande
complexidade matemática e geométrica, tem um lugar de destaque na Fundação,
visto que se encontra na entrada do Edifício Sede e, na minha opinião, não
poderia estar melhor localizado.
Se a manhã tinha sido boa, a tarde foi ainda melhor.
Já no Oceanário, a visita foi dividia em duas etapas. Numa primeira fase,
realizámos, numa espécie de sala de aula, um debate mediado por um biólogo
marinho, sobre as verdades e os mitos relativamente às alterações climáticas.
Seguidamente, o biólogo guiou-nos pela exposição permanente do Oceanário, dando,
ao longo do percurso, breves explicações acerca das espécies que estávamos a
observar.
Como aluna do 12°ano
e sendo esta a minha última visita no âmbito escolar, não poderia estar mais
satisfeita. Os sítios visitados são de grande interesse cultural e, tanto eu, como,
certamente, os meus colegas aproveitámos o dia da melhor maneira.
Inês Marques, 12º A
9 de fevereiro de 2019
Pelo sonho é que vamos
Uma leitura do belo poema de Sebastião da Gama, pelo Dinis Dias.
Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos
Sebastião da Gama
No poema "O Sonho", de Sebastião da Gama, a forma verbal "vamos" refere-se a nós. Vamos todos para o mais profundo dos nossos sonhos, que são realizados dentro da nossa mente. Vamos de uma forma leve e sonhadora, voamos com a ajuda dos ventos da nossa imaginação e fé em que eles se possam realizar.
Muito mais importante do que chegar ao fim dos sonhos é sonhar, porque ao menos sonhamos e temos o gosto do que é. E a verdade é que muitas vezes não chegamos ao fim dos sonhos.
No último verso, reforça-se a ideia de que o nosso sonho é coletivo "partimos, vamos, somos". Todos no mundo sonham e, se tornarmos isto num sonho coletivo, o mundo será muito melhor.
Dinis Dias, 7º C
30 de janeiro de 2019
Bailemos as três, ai amigas
Outra bailia das alunas de Literatura Portuguesa, recriando a poesia dos trovadores medievais.
Bailemos as três, ai amigas,
Debaixo destas laranjeiras floridas.
Quem for linda como nós, lindas,
Se amigo amar,
Debaixo destas laranjeiras floridas
Virá bailar
Bailemos as três, bem ordeiras,
Debaixo deste ramo de laranjeiras.
Quem for cavaleira como nós, cavaleiras,
Se amigo amar,
Debaixo deste ramo de laranjeiras
Virá bailar
Enquanto não fazemos outra coisa, ai amigas,
Debaixo deste ramo florido, escondidas.
E quem bem parece, como nós, raparigas,
Se amigo amar
Debaixo deste ramo sob o qual há mentiras
Virá bailar.
Beatriz Jesuíno e Diana Sousa, 10ºD
16 de dezembro de 2018
7 de dezembro de 2018
TU EM MIM
![]() |
| pintura de Andrey Remnev |
Cercada pelo mundo,
mas sem ninguém ao pé.
Apoiada por todos,
mas sem andarilho.
No silêncio, às escuras,
há que ter fé,
caminhas sozinha sem um amigo.
Andas, cais e tropeças
entre os dedos da minha mão,
vais, quebras promessas,
desces e entras no meu coração.
Coração puro antes de ti.
Coração aberto, todo para ti.
Estragado, violado,
por ti maltratado.
Sem piedade nem dó,
deixas-me aqui,
assim tão só.
Adorada e largada,
que por ti julgava ser amada.
Ó deus dos deuses,
que traças o nosso leito,
que ditas o nosso tempo,
por ti, nós temos respeito.
Não fecheis o relógio,
deixai-o parado.
Dai-me mais tempo,
que o meu coração ainda não está sarado.
Não me cortes as asas,
dá-me esta oportunidade,
não cortes o fio de vida
e o que resta da minha dignidade.
Maria Costa, 8.º A
1 de dezembro de 2018
Bailemos nós três
Recriando a nossa poesia trovadoresca, as alunas de Literatura Portuguesa ensaiam bailias:
Por debaixo das macieiras enfeitadas
E quem for amada como nós amadas
Se amigo amar
Apenas sob estas macieiras decoradas
Virá dançar
Bailemos nós três, ai irmãs
Por debaixo do ramo destas maçãs
E quem for cristã como nós cristãs
Se amigo amar
Apenas sob estas macieiras meãs
Virá dançar
Por deus, tão engraçadas, então não fazemos nada
Por debaixo da rama esverdeada
E quem bem julgar, como se é julgada
Se amigo amar
Apenas sob esta macieira adorada
Virá dançar
Iara Boita e Maria Inês, 10º D
25 de novembro de 2018
O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS PELA COMPANHIA A BARRACA
Outra apreciação crítica do espetáculo, integrado no Books & Moovies de Alcobaça, a que os nossos alunos assistiram.
A peça “1936, Ano da Morte de Ricardo Reis”, baseada na obra homónima de José Saramago, procura ser fiel à essência do livro, mas adaptando-o ao drama de uma forma pouco vulgar.
Apesar da dificuldade deste desafio, A Barraca conseguiu, de forma excecional, tornar um romance extenso, denso e bastante pormenorizado, em algo divertido, estimulante e cativante para o público juvenil.
A forma como as personagens foram trabalhadas fez com que o público ficasse “preso às cadeiras”. Primeiramente, tornar Fernando Pessoa numa personagem cómica, ou até mesmo ridícula, contrastando com a ideia de que o poeta era um indivíduo sério e intocável, que não podia ser alvo desta irreverência, provocou imensas gargalhadas à plateia. De seguida, Ricardo Reis, com o seu ar exuberante perante as personagens femininas, com o seu ar de passeante nos momentos de deambulação pela cidade, e ainda de “criancinha”, quando Fernando Pessoa aparecia para o alertar e aconselhar, conferiu à peça uma certa leveza.
Por outro lado, a existência de um cenário permanente trouxe algumas dificuldades na separação de cenas, exigindo, assim, a quem estava a ver, uma maior atenção e alguma capacidade de perceção para conseguir entender a história de forma mais clara.
Em síntese, a peça apresentada pela companhia A Barraca revela uma faceta mais divertida do romance de Saramago, conservando alguns pormenores da obra e acrescentando fatores que permitiram ao público uma maior facilidade na compreensão do romance.
Francisco Rocha, 12.ºA
20 de novembro de 2018
UM REGRESSO INESPERADO
O Fausto, do 9º G, partilha connosco uma memória grata.
O dono do café do
Centro Recreativo Popular da Ribafria, que estava hoje à porta do café enquanto
me dirigia para o treino, lembrou-me outro, há 3 anos, nesse mesmo café.
Eu passava todos os
dias por ele e cumprimentava-o com muito gosto, era uma pessoa alta, forte,
careca e vestia-se frequentemente de azul. “Por dentro” era uma pessoa
respeitadora, simpática e humilde, tinha sempre um sorriso no rosto ao servir
as pessoas, passava por mim e perguntava-me sempre se estava bom e dizia-me para
não dar muitas caneladas nos treinos. Já não falava com ele há três anos! As
coisas mudaram desde que saiu do café e foi morar para Peniche, onde abriu a
super conhecida loja de surf, a Ripcurl.
Quando entrei no pavilhão, a surpresa veio bater-me à porta:
Paulo Machado, o antigo dono do café, estava lá sentado, a ver o treino dos
infantis. Perguntei-lhe se se lembrava de mim e respondeu-me com um aceno e um
abraço. Voltei para o bar, onde tinha estado instantes antes debruçado sobre o
jornal, pagou-me uma cerveja e uns tremoços, e contámos um ao outro o que de
bom nos tinha acontecido nestes últimos três anos.
Fausto Luís, 9.ºG
5 de novembro de 2018
É importante
Uma crónica da Maria Costa, do 8ºA. Ora leiam, que vale a pena.
Ao que parece, vou ter de fazer outro texto livre! Escrevê-lo
e rezar para que a nota não seja muito má.
Neste texto, decidi escrever sobre uma coisa que nunca me
passou pela cabeça que pudesse ser importante na minha vida. Estou a falar das
obras, por mim já consideradas património sagrado, que misteriosamente aparecem
escritas nas portas das casas de banho.
Começando pelo início, tenho algumas dúvidas, pois, verdade
seja dita, eu nunca vi ninguém escrever o que lá está. Também não sei como é
que uma pessoa foi capaz de chegar à conclusão de que era boa ideia agarrar num
corretor ou numa caneta, pedir à professora para ir à casa de banho e começar a
desenhar aquelas figuras. Pois, para além de ser um desperdício, quer de caneta
quer de corretor, não entendo como uma pessoa, no tempo de uma simples ida à
casa de banho, consegue desenhar coisas como as que lá estão: desenhos
animados, animes japoneses, todos cheios de pormenores detalhadamente
representados através de cada pinga de tinta derramada na porta.
Muitas vezes, embora vistas como uma forma de vandalismo, as
frases escritas nas portas servem como entretenimento, uma vez que na escola
não temos aqueles famosos rótulos de shampoos e géis para ler.
Existem três tipos de frases e de pessoas que as escrevem.
Existem, por exemplo, as frases interrogativas, feitas por pessoas que esperam
que alguém tão estranho como elas lhes responda; as frases afirmativas, sem
nada de mais, deixadas lá por pessoas normais; e, por fim, as frases inspiradoras
com que muitas vezes nos identificamos e levamos como conselho.
Fora do patamar das frases e perguntas, existem ainda os
desenhos, que também têm a sua variedade. Esta variedade vai desde os desenhos
simples, passando pelos animes e animações japonesas, até às figuras fofas de
bochechas grandes e até mesmo aos smiles. É aqui que surge a minha maior
dúvida: “estas pessoas não mereciam um prémio?”. É óbvio que estou a brincar,
mas não podemos negar que a cabeça destas pessoas está cheia de ideias e
imaginação.
Estes exemplares de arte podem ser encontrados em qualquer
parte, basta olhar com atenção, porém, os lugares mais comuns são as portas das
casas de banho e os bancos. Nos bancos, por outro lado, já é mais comum
encontrar outro tipo de frases, como declarações de amor ou até mesmo simples
frases onde é deixado bem explícito que a turma de quem a escreveu é a melhor
da escola.
A minha opinião sobre estas obras de arte é que são, nada
mais nada menos, que trabalhos de elfos mágicos que só aparecem na escola
depois de ela fechar, assim se explica o porquê de nunca ninguém ver quem
escreve e desenha as artes da porta. Eles certamente andam sempre com uma
bolsinha onde transportam a caneta e o corretor de tinta, invisível aos olhos
das funcionárias, pois não acho possível que, estando lá há tanto tempo, nunca
as tenham tentado tirar.
Fora isto, o que realmente mais me espanta é que certas
frases foram claramente escritas por seres do sexo masculino e, uma vez que a
sua entrada nos sanitários femininos é proibida, não percebo como foram lá
parar.
Mas bem, a minha
conclusão quanto a estes pequenos atos de vandalismo é a de que, embora sejam
uma forma de vandalizar a escola, também trazem consigo uma história e, por
vezes, sabedoria. Por isso, sim, considero estas “coisas” umas “coisas”
bastante importantes!
Maria Costa, 8.º A
29 de outubro de 2018
À minha querida mãe
Um poema doce, do Martim Carvalho, do 7ºB.
Com os teus cabelos louros
Nove meses me aturaste
E eu sempre a chatear
Mas tu nunca te importaste
Com esses olhos azuis
Que qualquer mulher inveja
Os teus lábios doces
Com sabor a cereja
Sem ti, minha querida mãe
Eu nem sequer existia
Depois dos nove meses
Doze anos alguns meses e um dia
A ti agradeço tudo
Tudo o que fizeste por mim
E deste-me este lindo nome
Chamaste-me Martim
![]() |
| Maternidade, pintura de Almada Negreiro |
Nove meses me aturaste
E eu sempre a chatear
Mas tu nunca te importaste
Com esses olhos azuis
Que qualquer mulher inveja
Os teus lábios doces
Com sabor a cereja
Sem ti, minha querida mãe
Eu nem sequer existia
Depois dos nove meses
Doze anos alguns meses e um dia
A ti agradeço tudo
Tudo o que fizeste por mim
E deste-me este lindo nome
Chamaste-me Martim
16/10/2018
Martim Carvalho – 7ºB
Martim Carvalho – 7ºB
24 de outubro de 2018
A ESCOLA IDEAL
A Margarida, aluna do nono ano, deixa-nos a sua opinião acerca da escola que, do seu ponto de vista, seria a ideal.
![]() |
| Manuel Amado, O jardim encantado, óleo sobre tela, 1999 |
O que é a escola ideal? Existe? Poderá vir a existir?
A meu ver, a escola ideal seria um pouco diferente das
escolas atuais.
Mas ao contrário das muitas opiniões que se encontram nas redes
sociais, eu não considero que todos os métodos de ensino atuais devam ser
abandonados e substituídos por opções mais "atrativas". Apesar de o
interesse do aluno poder ser um fator muito influente na sua aprendizagem, as
mentes jovens também necessitam de disciplina, pois só assim conseguirão preparar-se
verdadeiramente para o seu futuro, como bons trabalhadores e, acima de tudo, como
bons cidadãos, para conseguirem viver em comunidade, numa sociedade onde tem de
haver regras.
Contudo, penso que algumas escolhas deveriam ser do
direito dos alunos, de maneira a que houvesse um equilíbrio entre os conteúdos
da(s) disciplina(s) e a vontade do aluno, para que que ele tivesse mais vontade
de estudar e de alcançar os seus objetivos, durante e após o seu percurso
escolar.
Portanto, bastava esta pequena diferença nas escolas,
atualmente.
Margarida Jorge, 9ºA
16 de outubro de 2018
José Saramago em cena
1936 – O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS
Cineteatro de Alcobaça
Books & Moovies -
2018
A adaptação ao teatro de uma obra literária de tamanha dimensão como “O ano da morte de Ricardo Reis”, de José Saramago, não é certamente fácil. Ainda assim, o grupo teatral “A Barraca”, fundado há 42 anos, fez os possíveis para o conseguir.
Do meu ponto de vista, para quem não conhecer minimamente a obra, a peça de teatro ficará um pouco aquém das expetativas, não querendo com isto dizer que é necessário ter lido o romance na íntegra para entender e apreciar a peça. No entanto, para tirar um melhor partido do espetáculo, é fundamental procurar conhecer previamente um pouco da história que o livro narra, lendo, por exemplo, a sua sinopse.
No que se refere às personagens, destaca-se a de Fernando Pessoa. Apesar da excelente interpretação do ator, a personagem foi retratada de forma um pouco exagerada e demasiado extrovertida, com um riso mecânico e um certo ridículo, o que não vai ao encontro do Pessoa reservado e discreto que todos esperaríamos. Contudo, creio que a forma como a personagem foi apresentada tem como objetivo divertir o público, dando um lado cómico à peça.
Já a personagem de Lídia, interpretada por Sónia Barradas, é apagada e passa demasiado rapidamente em cena, sendo notório que o seu envolvimento com Ricardo Reis não é apresentado com a importância que tem na obra, passando quase despercebido em comparação com o que é descrito no livro.
Em suma, tendo em consideração os aspetos mencionados, esta peça de teatro revela um lado mais divertido do romance de Saramago, conservando, embora com pouco detalhe, o essencial do enredo da obra.
Inês Rosa Marques, 12ºA
5 de outubro de 2018
No dia em que se comemora a República
Uma das mais belas figurações da República Portuguesa, da autoria do escultor Anjos Teixeira (1880-1935).
Na fotografia, consta uma dedicatória do próprio escultor a Aquilino Ribeiro.
Na fotografia, consta uma dedicatória do próprio escultor a Aquilino Ribeiro.
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