Mostrar mensagens com a etiqueta placar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta placar. Mostrar todas as mensagens

15 de abril de 2026

APRECIAR, DEPRECIAR

Na aula de Português, os alunos do 7º ano A realizaram uma oficina de escrita em que elaboraram descrições apreciativas ou depreciativas de um herói de animação, usando vários recursos expressivos e conectores discursivos. Aqui ficam dois desses textos.
 
RATATOUILLE ou REMY 

Remy é um dos protagonistas mais cativantes da animação. Embora seja pequeno no tamanho, é gigante no talento.

Não é um animal qualquer: tem um olfato e um paladar fora do comum, é um autêntico chefe de cozinha profissional!

Com a sua pelagem cinza aveludada e os seus olhos castanhos como chocolate, Remy leva os seus sonhos culinários para o restaurante mais "chique" de Paris.

Pelo caminho conhece Linguini, um aspirante a chefe um pouco tímido, mas com um grande coração. Remy ajuda-o, guiando-o pela cozinha.

No fundo, Remy é um chefe com alma maior do que o próprio mundo!

 

 Martim, Vicente, Máxima, Madalena, Maria, 7ºA

 

 

GRU: O MAL-DISPOSTO 

 


Com a ajuda dos seus lacaios (minions), ele tem ideias tão estúpidas e inúteis como "roubar a Lua". E o doutor Nefário, nem me falem dele, é tão feio, velho e imprestável como a minha tetravó.

A mulher do Gru era muito bela, tirando o cabelo, o corpo e a cara. Tão magra como um palito, se o vento fosse forte, ela até voava. Sem esquecer as filhas, cada uma mais feia que a outra: a mais nova, mimada e iludida, a do meio, ninguém se lembra dela, e a mais velha pensa que manda em todos, só porque lê livros e usa óculos.

Não esqueçamos o irmão, cuja beleza iguala o brilho da careca do Gru, tão brilhante que até o sol se esconde com tanta luz!

Efetivamente, um ser singular, em figura e em atitude!

Alice, Duarte, Estrela, Joana e Laura, 7ºA 

 

 

11 de março de 2026

O VALOR DO ESFORÇO

 Convidado a dar a sua opinião acerca do papel do esforço na prossecução de sonhos e  objetivos, o Paulo Rosa, aluno do 12º E, escreveu este belo texto, que nos convida à busca animosa.

O barco misterioso, pintura de Odilon Redon (1840-1916)

 

Na minha opinião, o esforço e o empenho pessoal são os elementos decisivos na concretização dos nossos sonhos. Acredito que todos podemos sonhar alto, mas apenas aqueles que  assumem um compromisso sério consigo próprios conseguem transformar os sonhos em realidade.  Ao longo do meu percurso, tenho aprendido que o sucesso não surge de forma imediata nem por acaso; constrói-se diariamente, através de atitudes consistentes e de escolhas responsáveis.

Para mim, o verdadeiro valor do esforço revela-se em momentos difíceis  quando o cansaço aperta, quando os resultados não correspondem às expetativas ou quando surge o desejo de desistir. É precisamente aí que o empenho faz a diferença. Persistir, mesmo sem garantias, exige coragem e maturidade. Cada obstáculo ultrapassado fortalece a nossa confiança e aproxima-nos dos nossos objetivos. 

Em suma, estou convicto de que o talento pode abrir portas, mas é o trabalho esforçado que as mantém abertas. E, no final, não são apenas as metas alcançadas que contam, mas também a pessoa em que nos tornamos durante o processo. É através do esforço que procuro construir, diariamente, a melhor versão de mim próprio.

 

                                Paulo Rosa, 12º E 

11 de novembro de 2025

PEQUENAS COISAS

 Como tantas escolas portuguesas, também a nossa se foi tornando cosmopolita e poliglota. São muitas as nacionalidades dos alunos que a  frequentam. E a par dos obstáculos que a diversidade cria, ela traduz-se também no encontro fecundo das culturas e línguas de origem. E estes alunos, de proveniências tão diversas, vão gradualmente aprendendo a nossa língua - que assim se amplia e  enriquece. 

A hospitalidade, diz-se, é  uma qualidade portuguesa. E que maneira perfeita de retribuir encontrou  a Nicolly, do 8º ano, escrevendo num belo português este poema delicado e subtil, que surpreendeu a sua professora e a mim também. Ora vejam: 

fotografia de Raquel Carmona Romero

Pequenas Coisas


Não são os dias grandes que ficam,

são os pequenos detalhes,

um sorrio distraído

um café partilhado

um pôr do sol que chega sem pressa.

 

A vida esconde-se nas brechas,

entre uma risada e um suspiro,

no "Tudo bem?" que vem de verdade,

no abraço que fala sem som.

 

A gente corre tanto,

achando que o bonito está lá à frente,

mas ele vive aqui, agora, quietinho,

esperando ser notado.

 

Nicolly Martinez, 8º Ano


4 de abril de 2025

IN MEMORIAM

 Perdemos recentemente alguém que fez parte da nossa escola durante décadas e que está profundamente ligada à sua história e desenvolvimento: a Dona Aurora, que foi chefe do pessoal auxiliar do Externato durante muitos anos e que, mesmo depois de aposentada e já de idade avançada, era uma presença sorridente e afável nas ruas da vila, e gostava de partilhar as lembranças que guardava dos seus anos de funcionária do ECB.

Em jeito de homenagem, publicamos um texto da sua neta, a Gabriela Ferreira, aluna do 8º Ano, que evoca carinhosamente a avó.

              UMA PESSOA INESQUECÍVEL

Sentada no banco de jardim com a minha avó, conversamos durante horas e horas.

Quantas histórias suas me contou, vezes sem conta? E as dificuldades que teve ao longo da vida? Inúmeras! Ela já arrasta consigo noventa e dois anos de vida difícil, no entanto, continua a pensar sempre no lado bom das coisas, apesar de já estar um pouco esquecida e "lenta".

A Aurora, por vezes, sente-se sozinha e triste, mas como eu e os meus pais reparamos nisso, vamos visitá-la com bastante frequência. A minha avó adora os netos, até tem a sala e o quarto cheios de fotos nossas e dos filhos.

Para mim, é uma avó incrível! Gosto imenso dela!

                                                           Gabriela Ferreira, 8ºC

8 de junho de 2024

A AMIZADE

Tínhamos lido na aula o poema"Amigo", de Alexandre O 'Neil. E o Marcos aceitou responder ao desafio de ensaiar, em verso, a sua própria definição de amizade. E fê-lo muito bem. Aqui fica o poema que partilhou connosco na aula.


Domingo, 1950, pintura de Marc Chagall

 

A amizade é a definição de companheiro
alguém que te ajuda sempre que precisas
que está lá para ser teu conselheiro.
Um grande irmão!

É um elo profundo, feito de respeito
que se fortalece a cada novo dia.
Um amigo é o refúgio perfeito
onde vives momentos de paz e alegria.

Amizade!
É a luz que nunca se apaga
um grande trabalho de lealdade
e a mão estendida que sempre afaga.

Assim, amigo, és estrela que brilha
na noite escura, farol de esperança.
Percorremos juntos a mais bela trilha
pois amizade é vida, é fé e confiança.

 

          Marcos Figueredo, 7º B


6 de junho de 2024

SOBRE O LUAR DA SOLIDÃO

Um belo poema do Simão, cheio de imagens subtis, em que o luar, a introspeção e o sentido da amizade se entrelaçam. Ora leiam!


Luar, de Felix Vallotton
 

Em um canto da noite, sozinho, vagueio,
Olho o céu estrelado, busco direção,
Caminho em silêncio, sem medo ou receio,
Escuto no vento a minha canção.

Lembranças surgem, momentos tão raros,
Sorrisos, abraços, histórias a rir,
Agora distantes, são sonhos bizarros,
De que a alma saudosa não quer desistir.

A lua observa-me, com brilho sereno,
Confidente fiel das horas perdidas,
No peito a saudade, um fogo terreno,
Queima memórias de noites vividas.

A solidão é amiga, mas não me consola,
E a cada passo, meu coração chora,
Na dança das horas, a mente controla,
Mas sempre anseia pelo som de outrora.

No meio do silêncio encontro coragem
Para seguir só, sem perder a razão,
Levo comigo uma doce bagagem,
A amizade que vive no meu coração.


            Simão Machado, 7º B

6 de maio de 2024

MAR, MARAVILHA, MISTÉRIO... MEDO!

 

Mar, maravilha, mistério... medo!
Ontem o mar estava muito agitado
Mas era impossível alguém não ficar maravilhado!
Ontem o mar transbordava suspeitas
Misterioso, místico...
Ontem o mar comia todos os gritos
Crianças com medo fugiam
O mar muito temiam.

O mar é maravilha
O mar é mistério
O mar é medo
O mar hipnotiza
O mar paralisa
O mar é aquilo que nos faz sentir.


Luz Pimenta, 8º D

 

13 de janeiro de 2024

A POLUIÇÃO NO MUNDO

 O Afonso Querido interpretou deste modo o cartoon do desenhador cubano Miguel Morales Madrigal. Bela leitura, Afonso.

Despir o passado, Miguel M. Madrigal, Cuba, 2023

Este cartoon, “Despir o passado”, de Miguel Morales Madrigal, apresenta um Mundo que está a sofrer com a poluição que todos nós fazemos.

O Mundo é apoiado por duas mãos, uma com tom de pele mais escuro, a outra com tom de pele mais claro. Por sua vez, o braço com a pele mais clara tem uma pulseira verde com laços de várias cores, sinal de esperança. Esta ideia parece permanecer pelo facto de o planeta Terra estar dividido em duas partes, uma com vida animal e vegetal, e a outra com a poluição causada pelos humanos. Na parte com vida, veem-se os continentes a verde e a água a azul. E na outra parte vê-se uma chaminé industrial que perfura uma manta e emana substâncias que prejudicam a vida. Também se pode ver uma ave a segurar algo no bico; mais em baixo um golfinho a furar a manta com o nariz; e por baixo dele um saco de plástico e uma garrafa a caírem do planeta.

No fundo da imagem, um céu azul com uma nuvem e um arco-íris reforça a ideia de que os seres humanos ainda estão a tempo de mudar o seu comportamento e salvar o planeta.

Na minha opinião, devíamos ter mais cuidado com as nossas ações, que têm vindo a fazer com que o Mundo possa perecer e, consequentemente, todos os seres vivos.   

Afonso Querido, 8.ºA

 

7 de janeiro de 2024

Sociedade e individualiamo

Convidada a observar e a analisar a pintura reproduzida abaixo, a Margarida Catarino escreveu esta apreciação crítica que, pelo carácter bastante pessoal da  interpretação e pela qualidade da escrita, decidimos partilhar no nosso blogue. Muito bem, Margarida!

George Tooker, 1956

A pintura apresentada, datada de 1956, foi produzida pelo pintor norte-americano George Tooker, e retrata o individualismo presente na sociedade.

No quadro podemos observar várias pessoas isoladas em cubículos. Verificamos que os seus rostos estão, na maior parte dos casos, apáticos, e alguns aparentam até estar a dormir. Os cubículos parecem estender-se para além do espaço representado na pintura, dando a ideia de não haver fim. A cor predominante é o vermelho, remetendo para a importância e a natureza alarmante do tema.

Esta é uma representação interessante do mundo atual, pois, apesar de vivermos em sociedade, há muitas experiências que só podem ser feitas individualmente. Em qualquer sociedade há leis e regras, e estas devem ser respeitadas, mas, tal como nesta pintura as pessoas estão todas juntas, porém separadas em diferentes cubículos, também nós vivemos em sociedade, mas temos perspetivas e pontos de vista diferentes uns dos outros, pois são as experiências de vida que fazem de nós quem somos. As nossas crenças são influenciadas pelo  ambiente em que nos inserimos e por aquilo a que somos expostos desde pequenos.

Assim, na imagem podemos ver uma metáfora da nossa sociedade actual, em que cada pessoa se encontra isolada no seu cubículo, isto é, nos seus pensamentos e nas suas convicções. Este isolamento é importante, pois é ele que nos torna únicos e originais,possibilitando assim uma sociedade variada e diversificada. Porém, se nos isolarmos de forma excessiva, isso pode ser prejudicial, já que o ser humano foi criado para viver em sociedade, para ajudar o outro e para ser ajudado, pelo que o excessivo isolamento e individualismo podem trazer  consequências muito negativas.

Em suma, a pintura de George Tooker é bastante agradável esteticamente, e é também interessante, pois apresenta um tema essencial, que deve ser discutido e analisado por todos nós.

Margarida Catarino, 12º D


10 de dezembro de 2023

DISCREPÂNCIAS NA NOSSA SOCIEDADE

 A reflexão de uma aluna do 10º ano acerca das desigualdades que ainda afligem o nosso mundo. 

Eva Hesse, (1936-1970), escultora alemã 
 

Desde sempre houve discrepâncias na nossa sociedade, fosse em termos de raça, situação financeira e mesmo entre homens e mulheres.

A nossa sociedade evoluiu, mas nem sempre para melhor. Na Idade Média, as pessoas com mais pigmentação na pele eram feitas escravas, como se a cor da pele influenciasse as suas ações. As mulheres eram muitas vezes tratadas como seres inferiores aos homens, pelo simples facto de serem mulheres. Estas atitudes foram mudando, mas, na verdade, a discriminação continua lá.

É bastante comum ouvir-se falar nas notícias sobre casos de racismo, em que as pessoas são rebaixadas, gozadas. E há mesmo casos em que a discriminação é tão excessiva ao ponto de levar à morte da vítima, como nos Estados Unidos. No Afeganistão, o tipo de discriminação é diferente, as mulheres são desvalorizadas pelos seus próprios familiares e as suas competências postas em causa – são proibidas de sair de casa sem um acompanhante e é-lhes retirado o direito de estudar.

Concluo assim que, na atualidade, as pessoas de pele negra e as mulheres já conseguiram conquistar uma grande parte dos direitos de que se viram privadas, mas ainda há um longo caminho a percorrer!

10ºB

28 de novembro de 2023

VINTES DE CORAGEM

 Para nos arrancar um sorriso, neste 3ª feira tão húmida e cinzenta, partilhamos novamente um texto do Clube de Escrita Criativa da nossa escola. Desta vez é uma composição cheia de humor acerca das hesitações de uma aluna que se distrai durante a aula, perde uma informação importante e não sabe como há de resolver a situação. 

Como digo à stora que não estava atenta e não captei a resposta para a alínea b)? Será que irá ralhar comigo? Será que me marcará falta?

Estou tão indecisa… Vale a pena interromper a aula desta querida professora? Mas ela nem é antipática! E se eu estiver a ser ridícula? Vou desvalorizar. Aposto que ela apenas me olharia com um sorriso na cara e a resposta na língua. Mas e se não for o caso? E se ela me ridicularizar? A turma toda pensará que eu sou uma burra que nem a alínea de uma resposta aleatória consigo ouvir. Jamais trabalhariam comigo em trabalhos de grupo. Jamais falariam comigo. Ou pior… Apenas falariam comigo para me gozar, a mim e à minha burrice. Porque é que não prestei mais atenção?!

Meu Deus, sou tão inútil. Bem sabia que devia ter faltado hoje. Bem sabia que hoje não era um bom dia. Avisou-me, a minha mãe avisou-me! Ela avisou-me de que eu estava extra burra, hoje. Estou tão envergonhada! Ai, o que faço? Preciso da resposta, mas não posso perguntar. Será que pergunto aos meus colegas? Não! Não faças isso! Eles só gozariam mais. Talvez esteja a dramatizar a situação...

Ai, ai... Tenho de ir à casa de banho. Mas a aula mal começou. O que faço? Não posso pedir à stora. Como digo à stora que preciso de ir à casa de banho quando a aula acabou de começar? Ai. Tudo o que preciso são 20s de coragem.

Dina Datta