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16 de junho de 2026

PAÍS DE SONHO

 Do Clube de Escrita Criativa da nossa escola, chegam agora vários contributos. Abrimos com este louvor à bela Itália, da Luz Pimenta. E que bem que nós a entendemos! 

Foto da Toscânia, Itália
 

Se alguma vez tivesse de sair definitivamente do meu país, escolheria a Itália para viver.

Em primeiro lugar, gostaria de permanecer na Europa. Identifico-me com a cultura ocidental e estou familiarizada com ela, pelo que não optaria por viver noutro continente. Não me adaptaria facilmente a países como o Japão ou os Estados Unidos, uma vez que apresentam diferenças culturais e sociais significativas e funcionam de forma bastante distinta da realidade europeia.

Em segundo lugar, a Itália é um país pelo qual tenho um enorme fascínio. Da única vez que a visitei, apaixonei-me pelas paisagens, pelas praias de águas azul-turquesa e pela riqueza do seu património histórico e cultural.

Desde sempre, vejo filmes e leio livros cuja ação decorre em Itália, e todos eles contribuem para aumentar a minha admiração por este país. Muitas vezes me imaginei a viver numa pequena cidade ou vila italiana, rodeada de casas coloridas e ruas estreitas de pedra. Consigo ver-me a percorrer essas ruas numa lambreta amarela, a caminho de um café acolhedor onde me reuniria com os amigos para conversar e partilhar momentos, enquanto, ao fundo, se ouviram os entusiásticos comentários de um jogo de futebol transmitido na televisão.

Não posso deixar de mencionar a gastronomia, uma das principais razões pelas quais viveria em Itália com todo o gosto. A variedade de pratos de massa, as pizzas tradicionais e os sabores característicos da cozinha italiana fazem-me considerar este país um verdadeiro paraíso gastronómico.

Além disso, sendo uma pessoa curiosa e com vontade de aprender, sentir-me-ia privilegiada por viver num país tão rico em história, arte e cultura. Aproveitaria essa oportunidade para aprofundar os meus conhecimentos em diversas áreas e conhecer melhor as tradições locais.

Por fim, destaco a língua italiana. Sempre despertou o meu interesse e é um idioma que gostaria muito de aprender. Com dedicação e esforço, acredito que a sua aprendizagem seria relativamente acessível, uma vez que, tal como o português, deriva do latim. Dominar a língua permitiria integrar-me mais facilmente na comunidade italiana e construir uma nova vida naquele país que tanto admiro.

 

                                             Luz Pimenta, 10º A

12 de junho de 2026

TROCAR DE ROSA -3

 A Vitória, chegada este ano da Suíça, já faz versos em português! Como este alegre e ritmado poema da Neve.

Pintura de Joan Mitchell

NEVE

A neve cai sobre o chão, 

Branca como algodão. 

Cobre as árvores também,

 E deixa tudo muito bem.

 

As crianças vão brincar,

E bonecos vão criar.

A neve é boa de ver,

E faz o inverno crescer.

 

Os flocos caem devagar,

E começam a dançar.

No telhado e no jardim,

Tudo fica tão bonito assim.

 

Os pássaros vão descansar,

Pois está frio para voar.

Eu gosto de a ver cair,

E de a ver a reluzir.

 

Quando o sol aparecer,

A neve vai derreter.

Mas fica no coração,

Como uma doce recordação.

 

Vitória Silva, 8ºC

10 de junho de 2026

POEMAS QUE NUNCA TÊM FIM - 2

E continuamos o diálogo dos nossos alunos com os grandes poetas, deste feita com Cesário Verde.  

Numa atividade de escrita criativa na aula de Português, foi proposto aos alunos do 8º E  que reescrevessem à sua maneira, mas com coerência e criatividade, poemas de vários autores, seguindo determinadas regras dadas pela professora.

No poema De tarde, os alunos tinham de substituir as palavras em final de verso. Eis a proposta do Duarte Madeira e a sua reconstrução deste luminoso poema de Cesário.

Flora, pintura de Odile Redon

De tarde, Cesário Verde

Naquele picnic de crianças,
Houve uma coisa simplesmente inesquecível,
E que, sem ter histórias nem lembranças,
Em todo o caso, dava-se por irresistível.

Foi quando tu, vinda duma ilha,
Foste colher, sem imposturas tontas,
A um ervilhal azul de ervilhas,
Um conjunto de flores, com as pontas soltas.

Pouco depois, em cima dumas colinas,
Nós acampámos, inda o Sol aparecia;
E houve talhadas de melão, tangerinas,
E pão-de-ló tu me oferecias.

Mas, todo púrpura, a sair da casa
Dos teus dois seios como rosas,
Era o supremo encanto da tua asa
O ramalhete rubro das flores cheirosas! 


Duarte Madeira, 8º E 

2 de junho de 2026

A pior despedida

 Encerrar ciclos e aguardar, com esperança e receio, a abertura das etapas seguintes - é assim, crescer. Aliás, é assim a vida. A Beatriz, à beira do Secundário, faz um balanço dos anos que ficam para trás e desfila as boas memórias que deseja guardar. Um texto bonito e bem-humorado. Ora vejam.

Fotografia de Carlos de Sousa Almeida

 

 Pediram-me para escrever um texto livre e, nesta altura, só me veio uma coisa à cabeça: o fim do nono ano. Sou sincera, este tema assusta-me, porque não é simplesmente um último dia de aulas, três meses de férias e um regresso às aulas. O fim deste ano tem um peso muito maior, desde os exames, à pressão familiar e social que alguns sofrem para fazer a escolha certa, e ainda, o que para mim é o pior, a separação das turmas. Convivo com os meus colegas, alguns, há cinco anos, outros há nove e ainda alguns há quase quinze anos. Então, entrar numa sala com apenas quatro ou cinco rostos conhecidos vai ser difícil…

Até agora, numa sala com vinte alunos, tínhamos de tudo, polícias, professores, advogados, arquitetos, nutricionistas, biólogos, tudo! Éramos uma mistura incrível, nem todos gostamos das mesmas coisas, mas isso ensinou-nos a apoiarmo-nos, apesar de tudo. Ao longo do tempo transformámo-nos em mais do que apenas uma turma difícil, fomos também criando laços, estabelecendo relações e tornámo-nos quase uma família. Foram cinco anos a ir todos os dias para a escola, ter com os amigos, que mudaram tanto ao longo do tempo, que nos rendem infinitos ataques de riso. O mais engraçado é olhar à volta e pensar: Uau! O poder de uma simples lista de vinte nomes escolhidos aleatoriamente é gigante.

Agora que todos temos maturidade suficiente para nos aceitarmos, agora que estamos todos ligados, agora... agora vamos voltar ao início, voltar ao primeiro dia de aulas, com um fogo extra na barriga, com medo do que nos espera e de quem nos espera.

Sempre ouvi falar do quão assustador era o Secundário e a escolha do curso, mas poucas foram as pessoas que falaram das amizades. À primeira vista pode não parecer uma coisa importante, mas eu não teria aguentado sem os meus amigos. Ainda não sei como vou reagir quando daqui a uns meses entrar numa sala, olhar à volta e perguntar: “Onde está a Emília, que é minha vizinha de mesa desde antes de eu ter uma? O Jaime, que cresceu comigo? A Alice, que aprendeu a andar ao meu lado? Onde está a Bia, que é a amiga de todas as horas? A Constança, que está lá sempre para mim? A Isabela, que nunca me deixou mal? Onde está o Tiago, que me salvou de muitas negativas? A Maria, que me consegue sempre fazer nascer um sorriso na cara? O Spínola, que já rendeu tantas histórias? O “Smão”, que nos faz rir à gargalhada nos piores momentos? Onde está o João, que nunca reclama da cadeira? O Estêvão, que nunca nos nega uma folha? Onde está o Santiago, que nos faz questionar até as coisas mais simples?” Onde vão estar? Vão estar nas infinitas memórias claro, claro, mas e se eu disser que preciso deles aqui, ao meu lado?

Sinceramente, acho que os amigos são o mais importante, e sei que um curso diferente não separa, mas abala, porque nem todos são as pessoas para quem corro quando algo está mal, mas todos eles são as pessoas que eu preciso de ter aqui.

No outro dia vi um vídeo e acho que foi feito para esta situação. O vídeo tinha uma pequena frase que expressava um sentimento gigantesco. Dizia: “Que ironia ficarmos tristes pelas memórias mais felizes!” Nem mais, concordo plenamente, mas vou ter de admitir que custa na mesma. Não lhes digam, mas eu adoro-os a todos!


Beatriz Mendes, 9ºA

31 de maio de 2024

VIVO NUM LUGAR PARADISÍACO


Rio Nilo

Vi
vo num lugar paradisíaco
Rosas brancas a florescer
E o meu coração a aquecer

Vivo num lugar paradisíaco
Mas não é qualquer um
Este é belo como nenhum

Com um castelo divinal
Para um ser surreal

Com uma natureza fenomenal
E um céu sem igual

Lugar paradisíaco, fruto da ficção
Porque não passas da minha imaginação...

Susana Matos 
 


23 de maio de 2024

GOSTARIA DE VIVER NUM LUGAR PARADISÍACO

 

 Gostaria de viver num lugar paradisíaco… perto do mar, ou talvez até numa ilha. O mar seria de um azul turquesa profundo que eu admiraria da janela do meu quarto, todos os dias, logo que acordasse, na minha casa junto à costa.

Todos os dias sairia de manhã e iria dar um passeio ao longo da praia. Apanharia conchas e búzios, ao longo da minha caminhada, os quais, ao fim do dia, enviaria como recordação para a minha terra natal.

Imagino uma vida perfeita! Todos os dias seriam calmos e tranquilos e eu levaria uma vida desconhecida até ao fim. Poderia ver e apreciar o por do sol enquanto me reconfortava com um bom livro e um jantar feito à pressa, por mim.

Trabalharia numa livraria, ou como nadador salvador? Honestamente, não sei. Só sei que adoraria o meu trabalho, para onde iria com prazer todos os dias e voltaria no fim do dia, igualmente feliz.

Gostaria de viver numa ilha paradisíaca, numa ilha onde tudo seria calmo e perfeito.

Luz Pimenta, 8º D


 

23 de abril de 2024

ESTAVA NA PRAIA QUANDO...

 


      Estava na praia quando vejo a água a afastar-se, criando uma onda gigante, ou pior, um tsunami!  

     Como estava sozinha, deixei todas as minhas coisas e corri, sem parar. A onda estava cada vez mais perto, e eu com mais desespero. Havia uma enorme colina ao pé da praia e corri para ela. Subi, subi e subi, sem parar, cada vez com menos forças. Passado algum tempo, depois de subir aquela enorme colina, respirei fundo e olhei para trás. Quando olhei, congelei! Havia água por todo lado, por sorte não chegou ao cimo da colina. Ao longe, conseguia ver que o tsunami também tinha atingido a cidade. Estava tudo inundado, só se via água. Comecei a chorar. 

     Depois de algum tempo, apareceu um helicóptero que me avistou, porque eu estava no cimo da colina. Havia um espaço sem árvores, e o helicóptero aterrou ali. Subi e voámos para outra cidade.  

     Hoje, tenho 19 anos e sou jornalista. Nunca mais esqueci aquele momento. 

 

 

Ângela Pedro, 7º B