A Mariana Vieira, do 8ºC, escreve uma bela apreciação crítica sobre o filme inspirado no "Diário de Anne Frank". E convida-nos a refletir acerca dos caminhos da História e do passado, de modo a acautelarmos os valores que mais prezamos. Liberdade, segurança, sonhos... não podemos tomá-los como garantidos, diz a Mariana. E com toda a razão.
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| Abstração, pintura de Miró |
O filme “O Diário de Anne Frank”, baseado no livro O Diário de Anne Frank, é muito mais do que uma simples adaptação histórica. Na minha opinião, este filme obriga-nos a refletir sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre pessoas em situações extremas.
O que mais me marcou no filme foi a forma como a história nos aproxima de Anne, enquanto esta é adolescente. Ela não era apenas uma vítima do nazismo, era uma adolescente com sonhos, inseguranças, discussões familiares (principalmente com a mãe) e vontade de viver. Isto torna tudo mais impactante, porque percebemos que poderia ser qualquer um de nós numa situação daquelas. A esperança que Anne tem enquanto está escondida no anexo, com medo do que possa acontecer, é inspiradora e dolorosa, pois sabemos o seu final.
Outro aspeto que achei interessante no filme foi a tensão dentro do anexo. Aquele espaço fechado aumentou os conflitos entre as personagens, revelando as fragilidades, os medos e até as diferenças de personalidade. O filme mostra-nos como era difícil viver num espaço pequeno e confinado, durante dois anos. A convivência era difícil, sim. Mas também havia momentos de união e de solidariedade.
Além disso, o filme transmite uma mensagem sobre intolerância e discriminação. Ao mostrar as consequências do ódio e do preconceito, alerta-nos sobre a importância de defender os direitos humanos e a liberdade. Não é só uma história do passado, é um aviso para o presente e para o futuro.
Em suma, considero que o filme “O Diário de Anne Frank” é essencial, principalmente para nós, jovens. Ajuda-nos a entender a gravidade da perseguição aos judeus e a valorizar aquilo que muitas vezes damos como garantido, por exemplo a liberdade, a segurança e a possibilidade de sonhar. É uma obra triste e ao mesmo tempo necessária, pois ensina-nos a nunca esquecer a importância da liberdade e da segurança.
Mariana Vieira 8.º C

3 comentários:
Muito bem. Parabéns à Mariana pelo seu texto.
Parabéns, Mariana!! O teu texto está fantástico! 👏
Muito boa reflexão!
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