Fotografia de Rui Palha |
Estou furiosa com o que me aconteceu!
Estava eu a caminho do trabalho para desempenhar o meu talento: fazer relatórios e mais relatórios… quando, a meio do trajeto, “C’um caneco!”, pisei as fezes de um animal, talvez de cão. Querendo, não querendo, o cheiro fez-me companhia.
Ah, como estou furiosa com o raio do animal, que não conheço, mas que detesto!
Acontece que, chegada ao destino, recebo orientações do Carlos. Sorte grande, hoje não me vou refugiar no escritório e pôr em prática o meu talento: a Cláudia, a tal que atende os clientes, faltou, tenho de substituí-la, o que me não desagrada, pois quebra a rotina.
Começaram a chegar clientes, pouco tempo depois de abrir portas e, por mais que não quisesse, fui-me debatendo com eles e com aquele cheiro desagradável que não me deixava.
“Quero aquela trela azul para cão”; “Três gaiolas para pássaros pequenos, se faz favor”; “Onde estão os brinquedos para cães?”; “Uma cama confortável e quentinha para o meu gato”. Uma dúzia de clientes e nem uma pessoa, nem uma só, levou a oferta da loja: um pack de seis sacos de plástico para apanhar a porcaria produzida pelos seus animais de estimação.
Ai, a fúria que me invade quando me lembro do momento e me apercebo da irresponsabilidade social destes donos!
Ana Lourenço 12º D
Texto produzido no âmbito do Clube de Escrita Criativa.
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