O Plural como o Universo abre o ano letivo 2026-2027 com um poema da Camila do 9.º C, que através dele relembra os seus avós e o afeto que estes lhe transmitiram.
Os avós deixam saudades
Quando eu
era pequenina,
ia à casa
dos meus avós.
A avó fazia
bolinhos
e o avô
cantava para nós.
As cantigas
do meu avô
faziam-me
sonhar,
com
histórias de outros tempos
que ele
gostava de cantar.
A cozinha
tinha cheirinho
a bolos
acabados de fazer,
e eu ficava
tão feliz
só de os ver
a ser.
Cantava
junto à janela,
ao cair do
entardecer,
e eu ficava
em silêncio
só para o
poder ouvir e aprender.
O meu avô
dava-me abraços
fortes como
um cobertor,
e a minha
avó fazia festas
cheias de
carinho e amor.
A sua voz era calma,
aquecia a
minha alma,
e aqueles
momentos simples
eram tudo
para mim.
Agora a casa
está mais quieta,
já não ouço
a televisão,
e às vezes
fico com saudades
que apertam
o coração.
Hoje lembro
essas cantigas
quando penso
no serão,
porque o
amor dos meus avós
vai estar
sempre no meu coração.
Camila Silva
nº2 9ºC

1 comentário:
Parabéns pelo poema, Camila.
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