24 de fevereiro de 2016

A liberdade dos animais

Namíbia, fotografia de Terry Allen
Liberdade é uma palavra que as pessoas utilizam para mostrar que são livres ou que têm uma vida melhor. Pessoalmente, quando penso nesta palavra, lembro-me do 25 de abril, ainda que não o tenha vivido, pois nem existia. Mas este texto não é sobre a liberdade do ser humano, é sobre a liberdade dos animais. 

Os animais podem viver nas nossas casas, em jardins zoológicos, ou na selva. Um animal que vive numa casa, como um cão ou um gato, é livre, mas se parte qualquer coisa, a liberdade é-lhe limitada, imediatamente! 

Penso que se falamos da liberdade dos animais e, especialmente, dos que vivem numa casa, então existem uns que não são livres - os pássaros. Por exemplo, os papagaios. Coloridos e fofinhos, são obrigados a beber e a comer o que nós lhes damos, tendo, como única coisa para se “divertirem”, o baloiço da sua gaiola.

Jardins zoológicos. Na verdade, aqui nunca se vê um animal livre. Um sítio cheio de gente só para ver macacos a comer amendoins! Golfinhos amestrados! Elefantes que tocam a sineta. Leões espalhados por um recinto! Verdade, verdadinha, estes animais são obrigados a fazer uma série de coisas para um público. Liberdade?!

Agora vamos falar do único sítio onde a liberdade é perfeita para os animais, a selva. Aqui, a cobra pode ser amiga do leão, o leão pode comer a zebra, a zebra conhecer um hipopótamo... Claro que é só aparecer um caçador e a vida deles é arruinada. Lá se vai a liberdade!

Portanto, quando se fala de liberdade animal, a selva é (talvez!) o único sítio onde os animais são livres. Claro que há a quinta, mas, por favor, não me digam que tirar o leite da vaca é algo com o qual esta não se importa.

Seja como for, liberdade animal, afinal, não existe! 

José Tobio, 8ºB

2 comentários:

Soledade disse...

Uma reflexão interessante, José.

Ferreira Borges disse...

Gostei. Particularmente do final.