19 de janeiro de 2015

Ainda a propósito do conceito de felicidade

Bonheur de vivre (1905), pintura de Matisse
A definição de felicidade e do modo como a alcançamos tem vindo a alterar-se ao longo das gerações. Atualmente, considera-se que, para se ser feliz, é necessário dinheiro, e só depois podemos encontrar felicidade. Eu defendo que a única maneira de nos sentirmos felizes é encontrarmos algures um sentimento de realização.

No meu entender, esse sentimento de realização é atingido de duas formas. A primeira remete-nos para o cumprimento de objetivos, e a segunda para o altruísmo em relação aos outros.

O cumprimento de objetivos está relacionado com o que definimos para a nossa vida como sendo prioritário. Se o processo para o conseguirmos foi extremamente difícil e o esforço que fizemos foi imenso, somos invadidos por uma felicidade extrema, sentimo-nos realizados. Temos o exemplo de Albert Einstein que, a uma determinada altura da sua vida, definiu como objetivo completar a teoria da Relatividade e, quando o conseguiu, disse: “Já posso partir em paz porque o meu trabalho na terra está completo”. Os humanos, frequentemente, definem objetivos mais banais, como ser médico ou ter 20 a matemática. Mas todos estes pequenos objetivos acabam por contribuir para a nossa felicidade. 

Existe outra forma de alcançar a felicidade que é colocar-se em risco para ajudar os outros. Os que o fazem sentem que a sua  vocação é ajudar o próximo, fazer o melhor que podem para tornar o mundo ligeiramente melhor, como o caso de Madre Teresa de Calcutá, que tinha consciência de que o que fazia era “uma gota no oceano”, mas sabia que era o seu altruísmo que lhe trazia alegria. 

Concluindo, existem várias formas de alcançar a felicidade e cada um de nós tem a sua definição de felicidade e uma ideia do que fazer para atingi-la, no entanto, acho que todas essas definições acabam por convergir para a afirmação de Pessoa: “ser feliz consiste/Apenas em ser feliz”.


Gonçalo Borges, 12.º A

3 comentários:

Soledade disse...

Bem argumentado, Gonçalo!

Anónimo disse...

Bom texto!

Ferreira Borges disse...

BOM TEXTO! Sim, senhor!