11 de fevereiro de 2016
Lendas
ARQUIVO PORTUGUÊS DE LENDAS - uma ligação muito interessante, onde podemos encontrar lendas portuguesas, organizadas tematicamente.
27 de janeiro de 2016
A exploração humana
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| fotografia de Josh Adamski |
Ao longo dos tempos,
verificamos que as relações entre os Homens nem sempre foram pacíficas. Um dos
motivos é a exploração do Homem pelo Homem. Há várias situações no mundo que
mostram que o Homem explora o seu semelhante.
Em primeiro lugar, a procura
cega do enriquecimento fácil faz com que o Homem não olhe a meios para atingir
os seus fins, servindo-se de outros que considera mais fracos. A escravatura
dos negros e dos índios foi uma consequência da ganância humana. Mais recentemente,
jovens, que procuram uma vida melhor noutros países, são reduzidas também à
condição de escravas sexuais pelo tráfico humano.
Em segundo lugar, a
megalomania e o desejo de conquista do poder sobre os outros fazem com que
alguns reis e “pequenos ditadores” retirem a dignidade humana àqueles que
consideram inferiores. A colonização da América do Sul através da escravatura e
dizimação de povos como os Astecas e os Maias é uma das situações que prova a
exploração humana. Por outro lado, o que Hitler fez aos judeus, aos ciganos e
aos homossexuais e a outras minorias deveu-se, não só aos preconceitos raciais,
mas também à sua mania de grandeza e de conquista do mundo, pois os judeus eram
um povo muito rico e inteligente.
Em suma, desde sempre houve
situações de exploração humana. No entanto, cabe a cada um de nós adotar uma
atitude de respeito pelo outro para que possamos construir um mundo melhor.
Leonor Solla, 9º E
18 de janeiro de 2016
Os jovens e a publicidade
A publicidade está muito presente na vida das
pessoas, principalmente na dos jovens.
A publicidade que eles mais consomem é a do
álcool, que influencia as atitudes dos mais novos, enganando-os, mostrando-lhes
que beber é muito divertido, pois nos anúncios aparecem sempre pessoas a rir
enquanto bebem, e só no fim é que surge a frase importante: beba com moderação.
Anúncios a marcas de sapatilhas, como Vans, Nike, Timberland, e
também de roupa, são muito apreciados pelos adolescentes, pois, na sua opinião,
quem não usar coisas de marca não é popular, por isso interessam-se muito pelas
marcas.
Normalmente, as pessoas que aparecem nos
anúncios nunca são gordas, têm o rosto delicado, e isso também influencia os
jovens, levando-os a querer aquele produto e a desejarem ser como aquelas
pessoas.
Concluindo, os adolescentes são facilmente
influenciados pela publicidade, e, ao usarem os produtos publicitados, ainda
estão a fazer publicidade grátis às marcas.
Miguel Luís, 10.º E
14 de janeiro de 2016
6 de janeiro de 2016
Dom Presunçoso
Dom presunçoso, foste-vos queixar
Que eu nunca liguei ao vosso olhar
Mas agora quero fazer-vos acreditar
Que vos olharei todavia
E vedes como vos quero olhar
Dom presunçoso, vesgo e rufia
Dom presunçoso, a Deus peço perdão
Pois tendes tão grande narigão
Que vos eu olhe por essa razão
Vos olharei todavia
E vedes qual será a observação
Dom presunçoso, vesgo e rufia
Dom presunçoso, nunca vos eu olhei
Em meu pensar, porém muito pensei
Mas agora já um bom olhar lançarei
Em que vos enfeitiçarei todavia
E dir-vos-ei como farei
Dom presunçoso, vesgo e rufia
Que eu nunca liguei ao vosso olhar
Mas agora quero fazer-vos acreditar
Que vos olharei todavia
E vedes como vos quero olhar
Dom presunçoso, vesgo e rufia
Dom presunçoso, a Deus peço perdão
Pois tendes tão grande narigão
Que vos eu olhe por essa razão
Vos olharei todavia
E vedes qual será a observação
Dom presunçoso, vesgo e rufia
Dom presunçoso, nunca vos eu olhei
Em meu pensar, porém muito pensei
Mas agora já um bom olhar lançarei
Em que vos enfeitiçarei todavia
E dir-vos-ei como farei
Dom presunçoso, vesgo e rufia
10.º E, poema coletivo - Literatura Portuguesa
25 de dezembro de 2015
NATAL AGORA
algures no Mundo entre ruínas
no lugar do não ser ele vai nascer
deitado nas palhinhas entre
bombas naufrágios minas
cada mulher que foge o traz no ventre
o mesmo coração um só destino
algures no mundo ele vai ser
em todos os meninos o menino.
Manuel Alegre
18-12-2015
Etiquetas:
manuel alegre,
natal,
poesia
17 de dezembro de 2015
16 de dezembro de 2015
Um soneto de Natal
Joaquim Maria Machado de Assis foi um ilustre escritor brasileiro do século XIX, considerado como o maior nome da literatura desse país.
11 de dezembro de 2015
Cada tempo com seu uso
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| Os amantes (1923), pintura de Picasso |
O amor é um dos sentimentos mais fortes no ser humano. Ao longo da História, o homem e a mulher sempre se sentiram atraídos um pelo outro, o que faz parte da nossa natureza. Porém, a forma de expressar essa atração, de conquistar o outro, tem vindo a mudar ao longo dos tempos.
Na época medieval, os rapazes tinham de conquistar as donzelas e de provar o seu amor, enquanto nos dias de hoje o rapaz já não diz tantas coisas bonitas, já não luta pela rapariga, já não procura tanto um relacionamento sério.
Atualmente, o encontro entre uma rapariga e um rapaz ocorre com mais liberdade, não tem de ser necessariamente às escondidas, como acontecia na Idade Média, em que as rapariguinhas tentavam arranjar desculpas, e aproveitavam todas as ocasiões para seduzir e ver o amado, sem que mais ninguém soubesse.
No entanto, apesar de tantas diferenças, os sentimentos das donzelas daquele tempo e das raparigas de hoje são semelhantes. A donzela apaixonada sentia-se feliz, confiava no amado e era muitas vezes cega aos seus defeitos, por piores que fossem, tal como ainda hoje acontece com algumas raparigas.
Conclui-se assim que o relacionamento amoroso entre os jovens mudou ao longo dos tempos, porém o que sentimos quando estamos apaixonados é semelhante.
Rafaela Boita, 10º E
1 de dezembro de 2015
A Restauração
O dia 1 de dezembro é comemorado como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, porque o trono português, ocupado havia 60 anos por uma dinastia espanhola, voltou para um rei português.
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| D. Filipa de Vilhena arma os seus filhos cavaleiros, para que participem na revolta do 1º de Dezembro |
«Foram 120 os conspiradores que, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava Portugal desde 1580. Miguel de Vasconcelos, que representava os interesses castelhanos, foi morto a tiro e atirado pela janela. Do balcão do Paço, o Duque de Bragança, futuro D. João IV, foi aclamado como rei, e foi também dali que se ordenou o cerco à guarnição militar do Castelo de S. Jorge e a apreensão dos navios espanhóis que se encontravam no porto. Até ao final de 1640, todas as praças, castelos e vilas com alguma importância tinham declarado a sua fidelidade aos revoltosos.»
http://ensina.rtp.pt/artigo/a-restauracao-de-1640/
30 de novembro de 2015
A Divina Comédia
Embora o nome desta obra me fosse familiar, não sabia ao certo de que tratava, nem muito sobre a vida do seu autor. Não sabia muito, portanto, do que me esperava, ou o que esperar. Felizmente, fui surpreendida pela positiva por este clássico da literatura italiana e mundial. Uma das coisas que me cativou foi o primeiro terceto da obra, pela beleza simbólica que apresenta:
«No meio do caminho da nossa vida,
encontrei-me numa selva escura,
pois tinha-me desviado do caminho certo.»
| ilustração de Gustave Doré |
Admitindo ter-se desviado do caminho certo, tendo, portanto, sucumbido ao pecado, Dante encontra-se perdido numa selva escura, da qual só sairá quando tiver atravessado o Inferno.
Também os animais que lhe aparecem logo no início da jornada - o leopardo, o leão e a loba faminta - carregados de simbolismo, o assustam e lhe dificultam a travessia. Mas Virgílio, o poeta latino, guiá-lo-á nesta viagem pelo mundo infernal.
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| ilustração de William Blake |
A escolha deste poeta, que o inspirava e que considerava seu mestre, e, mais tarde, da sua amado Beatriz, descrita como um anjo, permitem-nos concluir que Dante valorizava a cultura clássica greco-latina e que quis fazer uma homenagem à mulher que amou, tendo esta então já falecido.
Ao descrever detalhadamente os nove círculos do Inferno, os pecados que condenaram as almas (incluindo aqui algumas pessoas da sua época), os castigos que estas sofrem e todo o ambiente infernal, Dante expõe a sua hierarquia dos pecados, apresentando a traição como o mais grave de todos.
Em suma, trata-se de uma alegoria ricamente escrita, que nos mostra a visão que Dante tinha da sua época e do seu mundo.
Catarina Correia, 12º D
21 de novembro de 2015
Segundo Agustina Bessa-Luís, “a aparência tomou conta da vida privada das pessoas, não importando se elas têm uma existência vã, desde que ostentem os bens que a publicidade difunde e a sociedade de consumo valoriza”.
No último século, e principalmente neste em que vivemos, isto é cada vez mais evidente. Hoje, valorizam-se mais os bens do que as pessoas. A ostentação do que possuímos serve como uma armadura que nos protege contra os outros. Que nos protege de nós próprios, porque, de certa forma, estamos tão escondidos dentro de nós, que já nem nos conhecemos.
A sociedade de consumo parece querer destruir-nos, ao apresentar-nos constantemente produtos que nos fazem acreditar que precisamos deles para termos uma existência significativa.
Mas não teríamos uma existência menos vã se não tivéssemos “nada”? Se aprendêssemos a valorizar o pouco que temos? Isso faria de nós pessoas mais humildes, mais humanas. Faria de nós pessoas reais, apreciaríamos mais o que nos rodeia – o ar que respiramos, as árvores que ainda restam. E não estaríamos tão absorvidos em nós-mesmos, nem dominados pelos objetos que comprámos apenas para os mostrar ao mundo.
Margarida Ramalho 11ºA
16 de novembro de 2015
Namoro
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| Pintura de Chagall |
Na atualidade, os
rapazes já não pedem a mão da sua amada ao pai dela, e já dormem e comem em
casa dos pais da rapariga. O cavalheirismo que existia, como servir primeiro a
mulher, puxar-lhe a cadeira, abrir a porta e segurá-la para ela passar, tudo
isso está a desaparecer dos namoros atuais. Por vezes, o rapaz e a rapariga não
namoram, mas "curtem", algo que só pelo nome já é rude e não parece
ter nada de carinhoso e gentil em si.
Através destes
comportamentos dos rapazes para com as raparigas, podemos dizer que o amor,
hoje, é algo desvalorizado e vai perdendo o seu significado e chama, uma vez
que os namorados são cada vez menos gentis.
Bárbara Ferreira Costa, 10º E
6 de novembro de 2015
Mudam-se os tempos...
Hoje, os passatempos são bem diferentes do que eram há algumas décadas, apesar de a nossa necessidade e gosto pelo lazer e pelo
convívio serem idênticos.
Atualmente, os jovens já não jogam ao elástico, ao
peão ou ao berlinde. São mais sedentários, ocupam o tempo em casa, durante
horas, à frente da televisão e do computador, a jogar jogos como CS GO, LOL e Minecraft, ou deitados no sofá, a ouvir música, sozinhos.
Agora, as famílias mal comunicam verbalmente, pois preferem
utilizar o SMS. Antigamente, as pessoas conheciam-se todas umas às outras,
agora só se conhecem através da Internet, ou seja, têm amigos virtuais.
Para concluir, a vinda da Internet foi uma coisa
boa, mas com ela as pessoas tornaram-se muito sedentárias e talvez mais solitárias.
Tiago Matias, 10º D
28 de outubro de 2015
OS DEFEITOS DA PERFEIÇÃO
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| fotografia de Angel Nenov |
Hoje, onde quer que estejamos, somos bombardeados com o estereótipo de uma aparência idílica. Seja em casa, a ver televisão, seja a passear pela rua, há sempre algum anúncio ou cartaz a promover essa tal perfeição, convencendo-nos de que atingi-la é mais importante do que tudo o resto.
Pessoalmente, embora seja contra tentarmos moldar o nosso exterior à medida do consensual, acho que não há uma pessoa no mundo moderno que não seja afetada pelos patrões inatingíveis da sociedade. Somos “programados” desde crianças pela noção de perfeição, muitas vezes relacionada, na publicidade, com a felicidade, e fazemos de tudo para que os outros nos aceitem, de nenhuma maneira afetando a perspetiva que temos sobre nós próprios. Aliás, a noção de próprio foi completamente despedaçada, pois o que pensamos já não importa, se comprarmos a loção para a cara do anúncio daquela mulher lindíssima e os sapatos mais desconfortáveis do mundo, “perfeitos para qualquer ocasião”.
Se repararmos, a perfeição é ela própria um produto, que todas as empresas parecem conseguir vender a preços exorbitantes. Por isso é que temos de rejeitar estas ideias erradas e superficiais que nos afetam a todos, e nunca positivamente.
Para provar que a perfeição e a felicidade não estão relacionadas, basta olharmos à nossa volta. Há pessoas gordas felizes, mulheres que se sentem bem consigo próprias mesmo sem maquilhagem, homens sem corpos esculpidos à medida de deuses gregos que usam mais os músculos do que os modelos das revistas. Afinal, os músculos mais importantes são os que provocam um sorriso.
Resumindo, Agustina Bessa-Luís tinha razão, quando disse que a aparência tomou conta da vida das pessoas, não importando se elas têm uma existência vã, desde que ostentem os bens que a publicidade difunde e a sociedade de consumo valoriza. Mas está nas nossas mãos passarmos a preocupar-nos com as pessoas que somos e não com os disfarces que vestimos.
Gabriel Branco, 11.º A
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