30 de abril de 2013
29 de abril de 2013
Uma pequenina luz
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não: brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
Como a exactidão como a firmeza como a justiça.
Um poema de Jorge de Sena, esse grande e tão mal conhecido poeta - e romancista e ensaista e dramaturgo e pensador - do século XX português. Dito por Paulo Campos e transcrito abaixo.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não: brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
Como a exactidão como a firmeza como a justiça.
Um poema de Jorge de Sena, esse grande e tão mal conhecido poeta - e romancista e ensaista e dramaturgo e pensador - do século XX português. Dito por Paulo Campos e transcrito abaixo.
26 de abril de 2013
As saudades
![]() |
| Madalena, pintura de Caravaggio |
Cada luar passado a olhar para a lua,
E, ainda assim, não ver nela o brilho que os teus olhos traziam.
Os traços da tua boca, que revelavam cada segredo que nela trazias,
A alegria que trazias a cada negrume que por vezes eu levava comigo…
Agora só me resta deixar morrer a saudade,
A saudade que desesperadamente cresce,
Cresce lamentavelmente dentro das paredes do meu coração.
Coração que escurece a cada dia com a tua ausência,
Ausência à qual eu já me habituei.
Obriguei a minha mente a esquecer cada palavra que disseste,
Forcei-a a não olhar para os teus dedos entrelaçados nos dela.
O meu coração esmorece quando vê o profundo do céu azul,
Encaixar no penetrante castanho dos teus olhos,
A tristeza que é ter-te perdido!
Eu sempre apreciei o teu cheiro permanente a navegante dos sonhos,
O sentimento que sinto é mais do que amor,
É algo inexplicável aos olhos do ser humano, aos olhos de quem não sente!
O medo que tinha de entrar na tua vida, e agora?
Agora, o problema é apenas sair dela...
Eras o único que me fazia tremer de desespero e chorar de alegria!
Eu prometi que estaria cá para cada problema teu,
Por isso vais ser o único de quem eu vou beber cada lágrima!
Depois relembro a minha alma, e que tens alguém para tal...
E aí choro como louca, perdida na terra da tristeza…
Sei que é ela, a rapariga que tanto desejas, por isso quero acabar com ela!
Ela é eu e eu sou ela, quero ser ela e não sou.
Quero beijar o que ela beija, quero sentir o que ela sente.
Por que razão eu não sou ela? Não passa de uma serpente que rasteja,
E dói-me ouvir cada palavra que lhe sai da boca, com intenção de matar!
Beatriz Sousa, 8º A
25 de abril de 2013
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
23 de abril de 2013
Felizmente Há Luar!
O filme Felizmente Há Luar! – adaptação da peça de Sttau Monteiro que os alunos do 12º Ano estudam este ano – pode ser visto aqui, no youtube.
21 de abril de 2013
O tempo é jucundo
Uma bela canção, com sabor a primavera, para começar a semana. E uma breve explicação:
Durante a Idade Média, os goliardos, monges errantes de vida bastante livre, compuseram muitos poemas travessos e satíricos, em que soltavam a sua irreverência e criticavam as instituições, sobretudo a Igreja, que consideravam hipócrita. Alguns desses textos poéticos, escritos em latim e destinados ao canto, foram compilados num manuscrito do século XIII, descoberto mais tarde num convento da Baviera.
Os poemas ficaram conhecidos como Carmina Burana (do latim carmen, cântico; e buram,
burel, pano grosseiro de que eram feitos os hábitos dos frades) e, já no século XX, o compositor alemão Carl Orff musicou alguns deles, tornando-os conhecidos no mundo inteiro. Aqui fica então um dos mais belos e alegres Carmen Burana:
17 de abril de 2013
Alegria de viver
Os homens, as
mulheres e as crianças precisam de rir
Todos necessitam
de sorrir.
Os amigos, ao
conviver,
Não vão sofrer.
Os amigos gostam
de conversar
Para o coração
de todos alegrar.
Nas festas, as
conversas e as palhaçadas
São brincadeiras,
alegres e engraçadas.
Todas as pessoas
precisam de alegria,
É como viver
momentos de fantasia.
Ser alegre é ter
humor,
Ser alegre é
sentir o riso e a boa disposição,
Ser alegre é
sentir a paixão…
A felicidade.
Ser alegre é ser
feliz!
Ser alegre é
sentir o amor pela vida…
Alexandra, 9º Ano
14 de abril de 2013
Nos 120 anos do nascimento de Almada Negreiros
![]() |
| Auto-retrato publicado no nº 2 da revista Athena, 1924 |
Cumpriram-se no dia 8 de Abril 120 anos sobre o nascimento deste artista versátil que foi um dos companheiros de Fernando Pessoa na aventura de Orpheu. Nascido em 1893 em São Tomé e Príncipe, morre em 1970, em Lisboa, no mesmo quarto de hospital em que Fernando Pessoa falecera, décadas antes.
Da pintura ao desenho, à ilustração, ao romance, à poesia, à dramaturgia, ao ensaio, Almada Negreiro, o menino com olhos de gigante, moveu-se, com a mesma genialidade, entre as artes plásticas e a literatura.
Homenageamo-lo aqui, propondo a leitura da página que lhe é dedicada em Vidas Lusófonas; e ainda a audição do célebre e irreverente Manifesto anti-Dantas, numa excelente interpretação do actor Mário Viegas.
E por fim este poema que, durante muitos anos, foi bem conhecido pelos alunos portugueses, já que era incluído em quase todas os manuais de português. Nos últimos tempos, no entanto, perdeu-se da memória escolar. Aqui fica, bem ritmado, ao gosto da poesia popular e a fazer lembrar o nosso Romanceiro:
LUÍS, O POETA, SALVA A NADO O POEMA
Era uma vez
Era uma vez
um português
de Portugal.
O nome Luís
há-de bastar
toda a nação
ouviu falar.
Estala a guerra
e Portugal
chama Luís
para embarcar.
Na guerra andou
a guerrear
e perde um olho
por Portugal.
Livre da morte
pôs-se a contar
o que sabia
de Portugal.
Dias e dias
grande pensar
juntou Luís
a recordar.
Ficou um livro
ao terminar.
muito importante
para estudar:
Ia num barco
ia no mar
e a tormenta
vá d'estalar.
Mais do que a vida
há-de guardar
o barco a pique
Luís a nadar.
Fora da água
um braço no ar
na mão o livro
há-de salvar.
Nada que nada
sempre a nadar
livro perdido
no alto mar.
_ Mar ignorante
que queres roubar?
A minha vida
ou este cantar?
A vida é minha
ta posso dar
mas este livro
há-de ficar.
Estas palavras
hão-de durar
por minha vida
quero jurar.
Tira-me as forças
podes matar
a minha alma
sabe voar.
Sou português
de Portugal
depois de morto
não vou mudar.
Sou português
de Portugal
acaba a vida
e sigo igual.
Meu corpo é Terra
de Portugal
e morto é ilha
no alto mar.
Há portugueses
a navegar
por sobre as ondas
me hão-de achar.
A vida morta
aqui a boiar
mas não o livro
se há-de molhar.
Estas palavras
vão alegrar
a minha gente
de um só pensar.
À nossa terra
irão parar
lá toda a gente
há-de gostar.
Só uma coisa
vão olvidar
o seu autor
aqui a nadar.
É fado nosso
é nacional
não há portugueses
há Portugal.
Saudades tenho
mil e sem par
saudade é vida
sem se lograr.
A minha vida
vai acabar
mas estes versos
hão-de gravar.
O livro é este
é este o canto
assim se pensa
em Portugal.
Depois de pronto
faltava dar
a minha vida
para o salvar.
Almada Negreiros, poema escrito em Madrid, em Dezembro de 1931
12 de abril de 2013
Contos Impopulares
As aulas já tinham terminado e
eu estava curioso sobre o livro que tinha requisitado na Biblioteca. Daí,
perguntei à minha mãe:
– Ó mãe, já ouviu falar da Agustina Bessa-Luís?
– Já, mas há muito tempo que não se ouve falar dela. Por aquilo que sei, é uma escritora muito famosa, mas nunca li nenhum livro dela. Acho que a
Agustina ainda não morreu; mas porque perguntas? É mais algum livro que trazes
para ler, além d’Os Maias?
E a conversa foi continuando. Mais tarde, fui pesquisar sobre a autora. Descobri
que esta ilustre senhora de noventa anos deixara de ser falada na comunicação
social, talvez devido à idade avançada e à doença. Descobri ainda que Maria Agustina
Ferreira Teixeira Bessa-Luís é uma escritora portuense que, aos 26 anos, publicou a sua primeira obra de ficção; mas o sucesso só chegou em 1954, com a publicação do livro A Sibila.
Descobri ainda que Agustina, além de romancista, faz parte da Academia de Ciências de Lisboa; da Académie
Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres de Paris; e da Academia
Brasileira de Letras. Também foi diretora do jornal Primeiro de Janeiro e
do Teatro Nacional D. Maria II. Várias das suas obras foram adaptadas ao cinema, pelo amigo e realizador Manoel de Oliveira. E, entre vários
reconhecimentos e prémios que recebeu, destaca-se o Prémio Camões, o prémio literário mais importante da língua portuguesa.
O livro que li, Contos Impopulares, é uma coletânea de contos escritos
entre 1951 e 1953. De entre catorze contos que constituem o livro, farei
menção a quatro. Contos populares são contos passados de geração em geração numa linguagem
oral, e conhecidos pelo senso-comum. Mas o título desta
publicação, Contos Impopulares, remete-nos para contos bem diferentes desses.
O primeiro, O
Búzio, fala de um homem que estava doente; e, na sua melancolia, ouvia sons de
piano através de uma vizinha. A sua casa assemelhava-se a um búzio porque ele
era um ser encurralado e fechado em si mesmo. Como o próprio conto diz, «A
própria casa era como um desses búzios de aroma salino e que contém dentro um
ser encarquilhado, morto, brilhando viscosamente no seu antro de porcelana».
Já o segundo conto, Míscaros, fala de um jovem estudante que pretendia atravessar o rio num barco e que foi enganado pelo empregado da
bilheteira, tendo de pagar dois bilhetes para fazer a travessia. Estando o jovem revoltado
com a situação, esfarelou o bilhete e atirou-o à agua. Quando ia embarcar, foi acusado de querer viajar de borla, pelo que teve de comprar mais outro
bilhete. Este pequeno conto mostra que muitas vezes os jovens agem de
cabeça quente e fazem coisas de que se arrependem.
Em O Cortejo, o
provérbio “Quem muito espera, desespera” é observável através de um homem que
espera impacientemente um cortejo que há-de passar em frente da uma janela de sua
casa. De tanto esperar, o homem adormece encostado ao parapeito e, quando acorda, fica na dúvida se já teria passado o cortejo. Mas continua
infindavelmente à espera que algo aconteça.
No sétimo conto, O
Torneio, há uma competição cujo objetivo é balear pombos. Quando um pombo era atingido, ouvia-se
uma grande salva de palmas do público, na bancada. No entanto, um pombo conseguiu
escapar. No silêncio que se seguiu, ouviu-se só o bater de palmas de José que, entre a
troça dos outros, teve de se retirar, envergonhado. Este conto mostra-nos que quando nos opomos àquilo que a sociedade em geral aprova, corremos o risco de ser julgados e ridicularizados.
Gostei de ler os
contos “impopulares” da Agustina Bessa-Luís, porque, através da ironia, fazem-nos pensar sobre a realidade. Termino com um excerto do conto Espaço para Sonhar:
«Uma boa história é a que nos comunica a consciência da nossa
individualidade. Todos nós somos protagonistas duma história maravilhosa, mas
só o artista pode desvendar a profundidade em que ela se desenrola, trazendo à
superfície a suprema aventura da individualidade humana.»
CONTOS IMPOPULARES, de Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores, Lisboa, 2004, 5ª edição.
Tiago Silva, 11º B
11 de abril de 2013
Intraduzível saudade
Entre dez palavras consideradas impossíveis de serem traduzidas para outras línguas, uma publicação online de São Francisco, EUA, refere a palavra portuguesa saudade. E o que diz sobre a saudade é verdadeiramente bonito. Confiram:Often brought up in conversations about untranslatability, saudade is a Portuguese word that vaguely means longing or nostalgia for a person one loves, but there are dimensions to this nostalgia that don’t translate outside of the limits of the language. Someone once called it, “vague and constant desire for something that does not and probably cannot exist.” I feel that I can approximate understanding in this case, but I cannot feel it wholly. It’s linguistically marvelous to be able to express a specific emotion so succinctly.
10 de abril de 2013
Elas... e eles também
Considerações sobre a identidade feminina e a masculina: uma releitura de Elas (do livro Cravo, 1976, de Maria Velho da Costa), pelos alunos de Clássicos da Literatura do 12º E e F.
Elas
Elas são lagartas. Elas saem do seu casulo. Elas querem ser livres. Elas desejam sair do seu meio casulo. Elas são livres. Elas ambicionam voar. Elas voam alto, muito alto. Elas acabam por cair. Elas retomam o voo. Elas tornam-se fortes. Elas alcançam o inalcançável. Elas sonham. Elas não desistem. Elas lutam. Elas sobrevivem. Elas vivem intensamente, como se cada dia fosse o último das suas vidas. Elas às vezes são assim. E outras vezes também.
Adriana Marques e Carolina Quitério
Elas
Elas fazem tranças no cabelo. Elas fazem teatros de rua. Elas choram quando caem. Elas levantam-se e voltam a brincar. Elas usam os batons da mãe. Elas brigam com os irmãos. Elas decoram a tabuada. Elas usam saias e lacinhos para chamar a atenção dos meninos. Elas chegam a casa e decoram a lição. Elas jogam ao berlinde. Elas penduram-se nas árvores e sujam a blusa branca. Elas querem crescer. Elas crescem. Elas têm um mundo para descobrir. Elas mentem aos pais. Elas experimentam. Elas faltam às aulas. Elas já não fazem tranças no cabelo. Elas começam a sair. Elas têm horas para chegar a casa. Elas nem sempre estudam a lição. Elas vestem-se como querem. Elas não gostam que lhes digam não. Elas divagam. Elas criam filosofias e novas teorias. Elas entregam-se. Elas fogem. Elas têm amizades inquebráveis e amores arrebatados. Elas vivem como se o tempo se fosse acabar. Elas querem o presente. Elas são o futuro.
Ana Portugal e Beatriz Inácio
Elas
Elas acordam e arranjam-se. Elas levantam os filhos. Elas preparam-lhes o pequeno almoço. Elas levam-nos à escola. Elas vão trabalhar. Elas perdem o almoço para marcar uma consulta para o filho. Elas trabalham à tarde até depois das 17h. Elas vão buscar os filhos à escola. Elas arreliam-se a caminho de casa por causa dos resultados escolares. Elas passam pelo supermercado. Elas asseguram as tarefas domésticas. Elas preparam a roupa dos filhos, para o treino. Elas fazem o jantar enquanto eles treinam. Elas dão-lhes de jantar. Elas mandam os filhos estudar. Elas gritam para os filhos se deitarem. Elas preparam as coisas para o dia seguinte. Elas pouco descansam.
Eles
Eles acordam ao som do telemóvel recentemente comprado. Eles tentam despachar-se, apesar da sonolência. Eles entram na primeira aula sentindo um cansaço de fim de dia. Eles olham constantemente para o relógio, pensando "está avariado". Eles passam tanto tempo no café como nas aulas. Eles almoçam. Eles tiram um cigarro e calculam quantos já fumaram nesse dia. Eles regressam à escola. Eles queixam-se dos horários escolares. Eles dirigem-se aos trabalhos em part-time. Eles regressam a casa. Eles jantam. Eles são repreendidos por causa dos maus resultados escolares. Eles gastam o primeiro dinheiro que ganharam. Eles dormem. Eles acordam atormentados. Eles pensam no jogo de futebol dessa tarde. Eles jogam. Eles regressam a casa e jantam. Eles saem. Eles estão com elas. Eles compram outro maço para aguentar a noite. Eles gabam-se do jogo dessa tarde. Eles divertem-se.
Eduardo Mateus e Ricardo Silva
Elas
1
Elas acordam antes de todos. Elas comem o pequeno-almoço à pressa para apanharem o autocarro. Elas estão na aulas. Elas piscam o olho a um e a outro. Elas pensam no que ainda têm de fazer. Elas voltam para casa e tomam um banho rápido. Elas ajudam a mãe. Elas estudam. Elas sentem-se exaustas. Elas são vaidosas. Elas pedem para sair. Elas não podem sair. Elas sofrem. Elas vão-se deitar. Elas não dormem a pensar no tal. Elas sonham.
2
Elas cresceram. Elas amadurecem. Elas compreendem a mãe. Elas recebem o primeiro salário. Elas ajudam nas despesas da casa. Elas são independentes. Elas apaixonam-se. Elas entregam-se. Elas juntam-se. Elas choram. Elas voltam para a mãe. Elas desabafam. Elas regressam à sua casa. Elas são mães. Elas cuidam dos filhos. Elas cuidam da casa. Elas perderam o medo. Elas protestam. Elas recusam. Elas agora decidem.
Indira Leão e Vanessa Passarinho
8 de abril de 2013
Cumprem-se hoje 40 anos sobre o falecimento de Picasso, pintor espanhol nascido em Málaga, em 1881, que revolucionou a pintura do século XX, abrindo novos caminhos às artes plásticas. Quem não conhece a célebre pintura cubista Demoiselles d'Avignon?
Ou o painel sobre o terrível bombardeamento alemão da cidade espanhola de Guernica?
Picasso foi um artista genial, versátil e controverso que não se limitou à pintura. Também no desenho, na escultura, na cerâmica e na gravação deixou a sua marca inconfundível. E a forma como olhamos hoje o mundo - e o lemos - não seria a mesma sem os seus trabalhos.
Recordemos a energia e a vivacidade que emanam de tantas das suas obras, mesmo das mais sombrias, visitando, por exemplo, o seu site oficial, ou pesquisando imagens das suas obras na internet. Esta, Duas mulheres correndo na praia, não é muito conhecida, mas quanta alegria e sentimento de libertação dela emanam!
3 de abril de 2013
Entre nós e as palavras
Minha cabeça estremece - poema de Herberto Helder, dito pelo poeta, com música de Rodrigo Leão. Do belíssimo disco "Os poetas: entre nós e as palavras"
Os Poetas - Entre Nós e as Palavras começou por ser um espetáculo em que Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, segundo uma ideia de Hermínio Monteiro, o editor de poesia dos tempos áureos da Assírio & Alvim, entrelaçaram a sua música com as palavras de poetas como Mário Cesarinny, Herberto Helder, Ramos Rosa, Al Berto, Luísa Neto Jorge...
Acordeão, metalofone, teclas, um violino, um violoncelo, voz humana. E as palavras dos poetas. Um disco mágico.
Os Poetas», entre nós e as palavras
1 - A Magnólia
2 - No Sorriso Louco das Mães
3 - O Navio de Espelhos
4 - Pastelaria
5 - O Café dos Poetas
6 - Quem me Dera (Amanhã)
7 - Paisagem
8 - You Are Welcome to Elsinore
9 - Vi um Avião Inglês...
10 - Há Uma Hora, Há Hora Certa
11 - O Cais
12 - Minha Cabeça Estremece...
13 - Há-de Flutuar Uma Cidade no Crepúsculo da Vida
14 - Passagem das Horas
15 - As Primeiras Coisas Eram Verdes ou Azuis
16 - Queria de Ti um País
EMI - Valentim de Carvalho, Música Lda, 1997
Os Poetas - Entre Nós e as Palavras começou por ser um espetáculo em que Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, segundo uma ideia de Hermínio Monteiro, o editor de poesia dos tempos áureos da Assírio & Alvim, entrelaçaram a sua música com as palavras de poetas como Mário Cesarinny, Herberto Helder, Ramos Rosa, Al Berto, Luísa Neto Jorge...
Acordeão, metalofone, teclas, um violino, um violoncelo, voz humana. E as palavras dos poetas. Um disco mágico.
Os Poetas», entre nós e as palavras
1 - A Magnólia
2 - No Sorriso Louco das Mães
3 - O Navio de Espelhos
4 - Pastelaria
5 - O Café dos Poetas
6 - Quem me Dera (Amanhã)
7 - Paisagem
8 - You Are Welcome to Elsinore
9 - Vi um Avião Inglês...
10 - Há Uma Hora, Há Hora Certa
11 - O Cais
12 - Minha Cabeça Estremece...
13 - Há-de Flutuar Uma Cidade no Crepúsculo da Vida
14 - Passagem das Horas
15 - As Primeiras Coisas Eram Verdes ou Azuis
16 - Queria de Ti um País
EMI - Valentim de Carvalho, Música Lda, 1997
31 de março de 2013
Guiei-me pela vulgaridade, fui vã
Desenhada entre as estrelas,
Desejada pelo sol…
Enfim, vi-me!
Meu coração palpitou fulminantemente
Em jeito fugaz e quase desaparecido
De raiva, enraivecido
De amor, entristecido.
Sei que o teu olhar me quebrou
Julgo que o teu paladar me levou do pranto
Me conduziu à falésia e me pegou ao colo…
Que jeito complacente tendes vós?
Obrigada por serdes tão eu, tão tu, tão ele, tão nós!
TÃO HUMANO!
Raquel Rocha, 10º E
19 de março de 2013
No Dia do Pai
| Sagrada Família, óleo de Inácio de Oliveira Bernardes, 1763 |
A veneração a S. José tem origem na tradição oriental, pelo menos desde o século IV, mas só muito mais tarde é introduzida no Ocidente.
Durante a Idade Média, a figura de José manteve uma posição secundária, mas a partir do século XV esta situação muda, e o papa Sisto IV introduz a festa de S. José na liturgia católica.
Depois do concílio de Trento, em 1546, a representação iconográfica de S. José tornar-se-á cada vez mais rica e diversificada e, além das cenas familiares associadas à infância de Jesus, generaliza-se a imagem do Pai, representado sozinho com o Menino nos braços.
Durante a Idade Média, a figura de José manteve uma posição secundária, mas a partir do século XV esta situação muda, e o papa Sisto IV introduz a festa de S. José na liturgia católica.
Depois do concílio de Trento, em 1546, a representação iconográfica de S. José tornar-se-á cada vez mais rica e diversificada e, além das cenas familiares associadas à infância de Jesus, generaliza-se a imagem do Pai, representado sozinho com o Menino nos braços.
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