24 de fevereiro de 2013

Livros gratuitos online

Graças a uma iniciativa da rede ibero americana de colaboração universitária, todos os dias poderá ser descarregada gratuitamente uma obra literária - em formato PDF - na página da Universia Brasil.  
Os arquivos incluem publicações nacionais e internacionais. O primeiro título disponibilizado foi O Feiticeiro de Oz. Para os próximos dias, estão listados clássicos como O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas,  O Anticristo, de Nietzsche, e Anna Karenina, de Tolstoi.

Para baixar os livros basta aceder à página do Universia. 



21 de fevereiro de 2013

Uma entrevista ao poeta Dante Alighieri



O meu entrevistado é o célebre escritor, poeta e político italiano, Dante Alighieri. Dante nasceu em Florença, em 1265, numa família da baixa nobreza. É autor da obra Divina Comédia, que influenciou indelevelmente a cultura ocidental, continuando a ser, até hoje, o clássico europeu em língua vernácula que serviu de arquétipo a todos os que se seguiram. Pouco se sabe sobre a vida de Dante, mas podemos encontrar alguma informação nas suas obras, por exemplo na Vida Nova, onde o poeta exprime o seu amor platónico por Beatriz Portinari, que encontrara pela primeira vez quando tinham ambos nove anos e que só voltaria a ver nove anos depois. Apesar de se ter casado, obrigado pelos pais, com Gemma Donati, ele nunca esqueceu Beatriz. Exilado por motivos políticos, Dante morreu em Ravena, onde foi sepultado com honras. 


I: Quero, antes de mais, agradecer a sua ilustre presença e a sua disponibilidade para dar esta entrevista.

Dante: Eu é que agradeço o convite.


I: Começo por lhe perguntar como se sente com o triunfo da sua obra, Divina Comédia, que influenciou tão profundamente toda a cultura ocidental.


Dante Quando escrevi a Comédia, a que posteriormente passaram a chamar Divina, nunca imaginei que pudesse revolucionar a literatura ocidental. Nesta obra relatei uma viagem imaginária, através do Inferno, do Purgatório e do Paraíso, criando, assim, uma alegoria do percurso do homem em busca de si mesmo. Guiado primeiro pelo poeta romano Virgílio, e depois por Beatriz, visito os círculos infernais e desço até ao centro da Terra, onde reside Lúcifer; depois subo a montanha do Purgatório, até ao Paraíso. 


I: Já que referiu o nome de Beatriz, fale-nos um pouco sobre ela. Sabemos que esteve, durante toda a vida, apaixonado por ela. Ela conhecia-o e também o amava? Chegaram a falar-se ou a corresponder-se?


Dante: (comovido) Custa-me falar sobre ela… Era a minha musa inspiradora, a minha principessa… embora nem sequer me conhecesse enquanto éramos vivos.

I: Desculpe, ela não sabia da sua existência? Então como é que se apaixonou irremediavelmente por ela?


Dante: Cruzámo-nos uma vez e foi, para mim, amor à primeira vista. Platónico, amor do espírito e aspirando à perfeição. Nunca falei com ela nem lhe confessei o que sentia. Só no Paraíso é que os seus sentimentos por mim mudaram… Scusa, agora basta! Não quero falar mais desse assunto.

I: (dececionada) Pois muito bem. Fale-me então de Virgílio. Porque é que o escolheu como guia, para o acompanhar durante a sua viagem ao Inferno, ajudando-o também a defender-se dos três animais ferozes que lhe impediam o passo, logo no início da viagem?
Ilustração de William Blake
Dante:  Não foi por acaso que escolhi o eloquente Virgílio. Para além de ter sido romano e de partilharmos, portanto, o sangue italiano, e de eu ser um tenaz nacionalista, (porque se não o fosse, não tinha escrito a Comédia em italiano, numa altura em que os livros importantes eram escritos em latim), considero-o o meu maestro, porque me influenciou ao longo de toda a vida, sendo também ele uma fonte de inspiração para a minha obra. Tal como digo no canto I da Comédia:

 “Tu és o meu mestre e o meu autor:
 Somente de ti é que aprendi
O belo estilo que me tem honrado”.


I: De facto, é um louvor muito belo. E porque é que ao criar os círculos infernais, que representam, cada um, uma categoria de pecados mortais mais grave que o anterior, é mais benevolente para com os amores proibidos e adúlteros? Faço esta pergunta porque na época em que viveu considerava-se tudo quanto se relacionava com o corpo e a sexualidade como pecaminoso e gravíssimo. 


Ilustração de William Blake
Dante:  (impaciente) Como sabe, os círculos vão sendo piores quanto mais próximos das entranhas da Terra. Considero que a traição à pátria é o pior dos pecados, portanto coloquei esses pecadores no mais profundo e terrível dos círculos infernais, o nono. No que diz respeito aos sensuais, que incluem os amores proibidos, sou realmente mais benevolente, porque me comovem. São pecados da juventude, da imprevidência, e não, ao contrário dos outros que referi, pecados da premeditação e da fraude. (pensativo) Na minha obra, no Canto V, durante a passagem pelo segundo círculo, o dos sensuais, encontrei Paolo e Francesca, dois amantes assassinados pelo marido de Francesca. Emocionou-me a história daquelas pobres almas presas no turbilhão, porque, além de terem vivido na mesma época em que eu vivi, acho que o amor verdadeiro não devia ser proibido, ou pelo menos punido daquela forma.

I:  Não querendo ser indiscreta, acho que o seu amor platónico e grandioso por Beatriz o levou a ser benevolente para com os adúlteros, como Paolo e Francesca, Ginevra e Lancelot, e outros que ali coloca.


Dante:  (surpreendido) Talvez. Mas, como referi anteriormente, não quero falar mais sobre a minha amada Beatriz, ela não me deu autorização para isso, e está à minha espera. Terei de interromper esta entrevista…
Ilustração de Salvador Dali


I:Não se vá já embora, ainda tenho tantas perguntas para fazer! Uma delas é saber aonde estão as vossas almas, se é no Inferno, se no Paraíso.


Dante: (surpreendido) Porque quem nos toma?! Claro que estamos no Paraíso, só não estamos ao lado de Deus, porque não somos anjos. Contudo, estamos no 2º céu do Paraíso, destinado às almas que praticaram o bem, mas que buscaram também as glórias e as honras mundanas. E agora tenho mesmo de partir.

I:(inquieta) Espere, deixe-me por favor, fazer uma última pergunta: qual é a sua passagem favorita da Divina Comédia?


Dante:  Va bene, respondo a essa última pergunta. Gosto especialmente da parte do Inferno em que tenho a preciosa ajuda de Virgílio, a quem devo a vida, porque me salva de três feras medonhas e me dá importantes conselhos. E gosto particularmente da abertura do Canto I, esse terceto tantas vezes citado pelos vindouros:

 “Nel mezzo del cammin di nostra vita
 mi retrovai per una selva oscura, 
ché la diritta via era smarita” 


I: Obrigada por ter respondido a todas as minhas perguntas, tinha muitas mais para lhe fazer mas, infelizmente, o tempo é mais curto para as pessoas mundanas do que para as almas. Orgulho-me muito de ter falado consigo. 


Dante:  E eu gostei de me ter dirigido a uma jovem do século XXI. Quem poderia tê-lo imaginado, nos séculos tão distantes em que vivi? Mas agora reúno-me à minha bela Beatriz, para toda a eternidade. Addio. 


                                                                                                                                Indira Leão, aluna de Clássicos da Literatura do 12º Ano F


20 de fevereiro de 2013

A saudade


A saudade
Ao ouvir aquele som
De lágrimas caídas no chão,
Sinto forte uma ilusão.


Vendo a chuva escorrer pela janela
E aquele que julgava ser o meu futuro             
Entrar no carro e partir,
Reconheço então, estou fechada nesta cela
Para chorar e para rir.


Quero fugir a este pensamento.
Quero voar como vento,
Esquecendo o passado,
Não imaginando o futuro,
E desfrutando do presente.


Uma voz de criança irrompe
Lembrando-me então,
A luz que me chega ao coração
Traz-me a meiga memória de que nem tudo foi mau.
      
                                                                                         Beatriz Colaço, 7º A

18 de fevereiro de 2013

Blimunda 9

Já está online o número 9 da revista Blimunda que, entre muito material de interesse, inclui um dossier dedicado a Michael Giacometti. 

Giacometti percorreu Portugal durante três décadas, entre 1960 e 1990, recolhendo gravações de músicas e cantares, e coligindo tradições que, desde tempos imemoriais, passavam de geração em geração no nosso país  e cujo processo de transmissão se aproximava do fim. Devemos muito a Giacometti, no que se refere à salvaguarda das nossas tradições e da nossa identidade nacional. 

Em baixo, um excerto retirado da revista, a qual pode ser descarregada aqui.

«Giacometti estava interessado na expressão genuína e ancestral da cultura popular e era a partir daí que planeava construir um arquivo. Mas o projecto de construir um arquivo sonoro do território português não existia isoladamente. Para Giacometti, essa necessidade de registar insere-se numa visão mais ampla daquilo que é o património cultural de um povo e cedo se torna claro que, para além das gravações em áudio, onde fica guardada a música mas igualmente os sons do trabalho no campo (os chamamentos usados pelos pastores para manter o gado na linha ou o barulho das alfaias agrícolasque marcam o ritmo agrário tanto como o musical), é essencial criar um modo coerente de registar igualmente as lendas, as mezinhas populares para curar esta ou aquela maleita, as superstições e outros elementos daquilo a que chamamos cultura popular, para além dos registos fotográficos, a que Giacometti também se dedicará.»

17 de fevereiro de 2013

O visionário José Saramago


A Fundação José Saramago remete-nos para um artigo de Cyro de Mattos no qual são referidos grandes mestres da prosa de ficção do século XX que contribuiram para libertar a narrativa da sua estrutura tradicional: Marcel Proust, James Joyce, William Faulkner, Aldous Huxley, Guimarães Rosa, José Cardoso Pires, José Saramago... 

De Saramago e Cardoso Pires, o artigo destaca o "ritmo de modernidade" que ambos impuseram à literatura portuguesa da segunda metade do século XX. E prossegue analisando o processo narrativo de Saramago e o modo como expõe a interioridade das personagens e a sua condição face ao mundo. 

O artigo, intitulado O visionário José Saramago, é interessante e pode ser lido aqui.

15 de fevereiro de 2013

Perfeição imperfeita


É fácil imaginar um mundo perfeito em que todos os seres viveriam em perfeita harmonia. Mas seria exequível? Sendo exequível, a vida teria o mesmo sentido, a mesma graça?

O Homem é um ser que não consegue viver na perfeição. Sente-se mais realizado se cumprir os seus objetivos no limite. No entanto, os objetivos do homem raramente são encontrar a harmonia ou fazer o próximo feliz. Nós, pessoas, não temos por hábito atitudes altruístas e, quando as temos, há sempre uma segunda intenção que joga a nosso favor. As celebridades, por exemplo, que doam valores exorbitantes para caridade, não o fazem para ajudar. Se esse fosse o objetivo, não pensariam nos necessitados só depois da fama e do dinheiro. Os religiosos, contrariamente, ajudam toda a vida, embora seja com medo da fogueira.

Nós somos egoístas, mas mesmo assim não nos conseguimos fazer felizes. Temos sonhos e objetivos, porém e curiosamente, aos nossos olhos os nossos sonhos são irrealizáveis e nem merecem que se lute por eles. Nascemos já derrotados. Apesar de vivermos para nós próprios, a preguiça apodera-se da nossa felicidade. 

Uma vida perfeita não tem graça, mas uma vida infeliz não é diferente. Digam-no os suicidas que esperam por uma vida melhor noutra dimensão que nem sabem se existe, ao invés de combaterem a própria preguiça. Perguntemos aos internados com depressões se alguma vez buscaram oportunidades, em vez de esperarem sentados na cama, e vejamos as suas respostas.

O universo perfeito é possível? Tem graça? Não se sabe. Mas sabe-se da imperfeição em que vivemos e dela vos digo – não tem graça alguma.

Carolina Guerra,11ºB                    

6 de fevereiro de 2013

A aventura de ensinar

No 1º número de Forma de Vida, publicação online que se define como "fórum de literatura e ideias", um ensaio de Maria Pacheco de Amorim acerca das contingências do acto de ensinar.

Aqui deixamos a ligação para o texto, que nos parece de proveitosa leitura, bem como um excerto. Os sublinhados são nossos.

«Um dos meus alunos estuda ao meu lado duas vezes por semana. Enquanto eu própria trabalho a preparar aulas, ele faz os trabalhos de casa e outros exercícios de consolidação da matéria. É um aluno inteligente, mas também (talvez por isso mesmo) indisciplinado. 

A minha responsabilidade é ajudá-lo a estudar de forma constante e, com isso, aprender bem as diferentes matérias. O problema é que, a bem dizer, não sei como o fazer. Claro que sei uma série de coisas: que para estudar é preciso fazer resumos, decorá-los, resolver os exercícios; que o sacrifício do estudo traz um gosto no final; que ficamos contentes quando percebemos uma coisa nova; que devo chamá-lo quando se atrasa; que é preciso bater com o dedo na mesa quando, pelo canto do olho, vejo que se distraiu; que ironizar desmancha a sua resistência melhor do que ralhar; que às vezes é preciso ralhar. 

O que não sei, do que não estou certa, é do que é preciso em cada instante, nem do que acontecerá caso eu faça uma de entre estas várias coisas. O meu aluno não é um piano que, premindo eu uma tecla, tocará a nota que quero ouvir. E é isto que me faz perceber que não estou diante de um objeto e sim de alguém como eu. E o que fará é sempre inesperado, imprevisível. 

Um dia, na última semana de aulas, cheguei à escola preocupada. Ralhara-lhe, e percebia que, com isso, exagerara. Por causa da tensão das semanas de testes, não fizera os trabalhos de casa e faltara a uma aula. Chamei-lhe a atenção e ele ficou irritado, chegando a ser insolente. Entretanto, o Natal aproximava-se e era importante que estudasse matemática regularmente durante as férias, fazendo exercícios de um livro que a professora de matemática me dera para que consolidasse as bases, livro com que ele trabalha no tempo em que está comigo. Cheguei de manhã pensando dizer-lhe que resolvesse todos os dias em casa alguns exercícios do mesmo, mas dada a crispação dos dias anteriores e a exigência em si da sugestão não sabia como o fazer. Falava com uma professora no recreio, e ia mentalmente pesando várias hipóteses, quando reparei que chegara. Enquanto hesitava em ir ter com ele, ele aproximou-se e perguntou-me se eu lhe podia fazer o favor de emprestar o livro para resolver exercícios durante as férias. Não me parece que possa vir a esquecer o meu contentamento, nem o dele ao ver o meu. 

A aprendizagem tem qualquer coisa de milagre e não pode ser feita sem a iniciativa do aluno. Nada do que eu faça pode provocar inevitavelmente esta iniciativa, porque o meu aluno não é uma extensão de mim e sim alguém diante de quem estou. Se não tivesse feito tudo o que fiz, julgo que nada poderia ter acontecido, mas não era fazê-lo que me garantia que fosse acontecer.»

3 de fevereiro de 2013

Diamante reluzindo ao luar

                                                                                    Lisboa - fotografia de André Ribeirinho
Diamante reluzindo ao luar
Açúcar mascavado adoçando o paladar
Vento que lava a nossa face, velozmente
Aroma ácido que transborda no topo de um copo
Frenesim que agita a cidade
Luzes que envaidecem as ruas
Cores que impedem as mulheres de andarem nuas
Flores que embelezam as jarras
Perfumes estonteantes mas intocáveis
Momentos enrolados, azulados, ondulados, plastificados!
Pontos que constituem uma fotografia de família
Vaga ideia de um fado, chorado
Batom borrado numa face esbranquiçada
Baralho de cartas perdido no deserto
Borboletas teimosas e ignorantes…


                                                                           Raquel Rocha, 10º E

29 de janeiro de 2013

Eça de Queirós na internet

A maioria das obras de Eça de Queirós encontra-se digitalizada e pode ser descarregada, gratuitamente, a partir daqui.

Não que as edições virtuais possam substituir os livros em suporte material, sobretudo aqueles que estudamos nas aulas e cuja leitura é bem mais fácil, proveitosa e agradável a partir do livro em papel.

Mas é interessante, até para efeitos de pesquisa, dispor de um acervo digital. Para não referir a questão da gratuidade que, nos dias que correm, não é um aspecto negligenciável.
Portanto, deixo-vos a indicação. Boas leituras!

21 de janeiro de 2013

Procurar o tempo






Procurar o tempo, sem tempo.
Verter a lágrima, seca.
Forma, deformável.
Desejar introduzir algo mortífero.
Incumbir alguém da nossa felicidade.
Pagar ao céu, um lugar lá.
Encontrar Deus em todo o ínfimo grão ou enorme torre.
Ser resplandecência divina.
Morar no coração de cada um.
Apagar a tristeza, sem nome ou destinação.
Desenhar uma enorme luz e entrar nela.
Colocar um pé e depois uma mão.
Abraçar o momento.
Acariciar quem nos recebe.
Cruzar o infinito com o horizonte.
Atravessar a ponte entre o mal e o bem.
Conhecer o destino.
Lembrar o passado, seguindo sem travagens.

Raquel Rocha, 10º E

Na lágrima do canto do olho

Na lágrima do canto do olho, eu ouço:
Gemidos, bramidos
Clamores, sem pudores
Vergonhas escondidas
Verdades contidas
Imagens do passado, guardado.


Alargo o mundo de possibilidades
Não deixo o pensamento sossegado
Mudo a esperança das idades
Vibro com todas as sinuosidades.


Encontro-me perdida na escuridão
Atida a um vilão
Que… me roubou o coração!


Raquel Rocha, 10º E

18 de janeiro de 2013

Leiria das poesias e emoções

É o título de uma curta metragem realizada por alunos do curso de Comunicação Social e Educação Multimédia, da ESE de Leiria: um deambular pela cidade, descobrindo espaços históricos, comerciais, de lazer - ritmos, cores, aromas, a vida quotidiana em tons suaves.



13 de janeiro de 2013

À maneira dos trovadores # 2

CANTIGAS DE ESCÁRNIO E MALDIZER




Vestida de branco, como a leveza,
vinha coberta de natureza,
como se a sua estranheza
não fosse enorme tristeza.
        Ela vem, torna a ir, não deixa de rir.


Vinda da fonte como corcel
água traz e flor de papel.
Por nós passou a caminhar
aquele magnífico par!
       Ela vem, torna a ir, não deixa de rir.


Como amiga tem a pedra
no seu divertimento exagerado,
fazendo cair babado,
o triste e pobre coitado.
       Ela vem, torna a ir, não deixa de rir.


Seguiu como se nada fosse,
sempre muito satisfeita,
exclamando com voz doce:
Ai, mas que bela colheita!
        Ela vem, torna a ir, não deixa de rir.


                                                    Ana, Margarida, Mariana e Patrícia, Cancioneiro do 10ºE



         

Com esta Barbie todos entram em brincadeira,
não se preocupando com a sua cabeleira.
             Virtuosa ia a Barbie a passar
             Com seus caracóis a abanar.


O seu cabelo parece palha-de-aço
o que a ajuda a parecer um palhaço
                     Virtuosa ia a Barbie a passar
                     Com os seus caracóis a abanar.

Com o seu olhar horripilante
assusta até um elefante!
                     Virtuosa ia a Barbie a passar
                     Com seus caracóis a abanar.

                                               Catarina, Mafalda, Jéssica e Rafaela, Cancioneiro do 10º E
                     
       

Moço, que vais estrada fora,
c’um andar leve e fermoso,
p’ra onde irás tu agora
sempre alto e majestoso.

Moço, irás buscar prazer
e algum divertimento,
queres tudo e não podes ter,
mas que vida de tormento!


Moço, de cheiro agradável,
que se nota à distância,
teu perfume apreciável
já é bela fragrância!


Atrai mulheres como moscas,
mas amores nunca sentiu.
As mulheres são mesmo toscas,
não vêem que lhes mentiu!


                      Ana Patrícia, Beatriz, Inês e Vanessa, Cancioneiro do 10º E

À maneira dos trovadores # 1



CANTIGA DE AMIGO

Quando danço aqui,
Só me lembro de ti.
Amiga, vem daí,
Vem juntar-te a mim.
           É amor, é amor, é amor
           Que eu sinto por ti, salvador!

Amiga, vamos dançar,
Hoje é dia de celebrar.
E quando quiseres parar,
Pensa nele e vais sonhar.
          É amor, é amor, é amor
          Que eu sinto por ti, salvador!

Só me lembro de ti,
És perfeito para mim.
Por ti consigo bailar
Até casa sem parar.
          É amor, é amor, é amor
          Que eu sinto por ti, salvador!

Hoje é dia de celebrar,
Amiga, vamos bailar.
E quando quiseres parar,
Pensa nele e vais voar.
          É amor, é amor, é amor
          Que eu sinto por ti, salvador!

És perfeito para mim,
Por isso danço pensando em ti.
Amiga, que boa dolor
Que é fruto de amor.
          É amor, é amor, é amor
          Que eu sinto por ti, salvador!

                                  Diana Ferreira, Cancioneiro do 11º D

7 de janeiro de 2013

Conteúdos educativos em português, no iTunes

Captura de ecrã do iPhone 1


De acordo com uma entrada publicada no dia 3 de Janeiro em Ler ebooks, a Direção-Geral da Educação, do Ministério da Educação e Ciência, inaugurou um espaço no iTunes U – plataforma da Apple para conteúdos em áudio e vídeo – onde disponibiliza conteúdos educativos que podem ser descarregados gratuitamente para um computador (Mac or PC), iPhone, iPad ou iPod.

Estarão acessíveis, numa primeira fase, recursos educativos digitais já em linha nos sites da DGE, nomeadamente estudos sobre tecnologias no ensino, os cadernos SACAUSEF, algumas histórias em vídeo e áudio da iniciativa Conta-nos uma História e diversas publicações pedagógicas na área do Português, da Matemática e das Ciências.