4 de dezembro de 2017

As passadeiras de peões continuam a ser tema de crónicas bem interessantes, dos alunos da turma C do  9.º ano.


Cinco vezes por semana, nove vezes por ano, levanto-me às sete da manhã e saio de casa às oito horas para ir para a escola. Durante o trajeto, passo por oito passadeiras, seis têm semáforo.

Nas passadeiras acontecem sempre coisas estranhas. Na primeira passadeira do caminho, o semáforo está avariado e, claro, eu esqueço-me sempre. Na segunda, aparece um vendedor de rua que não percebe que eu sou uma adolescente e não me interesso por produtos de limpeza ou por cremes contra as rugas. Na terceira e na quarta, não há semáforo, nem nenhuma alma generosa que pare o carro para eu passar. Na quinta, uma velhinha com dois sacos nas mãos precisa de ajuda para atravessar a passadeira anterior. Na sexta, lembro-me que deixei a mochila no chão para ver as horas no telemóvel, e tenho de voltar para trás. Na sexta e na sétima, mais vendedores de rua que me obrigam a parar, porque estão a vender CD's ou cartões de memória para o telemóvel. E, finalmente, a última passadeira, onde para o autocarro da escola e que tem os estudantes mais esquisitos e os meus amigos.

Apesar de tudo isto, continuo a pensar que é mais barato vir a pé do do que  de transportes públicos. ou do que mudar para uma povoação mais pequena do que uma cidade.

Madalena Coelho, 9.º C

1 comentário:

Ferreira Borges disse...

Original e curiosa narrativa!